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quinta-feira, 24 de março de 2011

Barão do Rio Branco



José Maria da Silva Paranhos foi estadista brasileiro e diplomata, nasceu no Rio de Janeiro no dia 20 de abril de 1845, e aí faleceu no dia 10 de fevereiro de 1912. Ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, transferindo-se para Recife, onde concluiu seus estudos. Foi Promotor Público em Nova Friburgo, e Deputado Geral pela Província de Mato Grosso. Esteve com seu pai o Visconde de Rio Branco, em Missão Especial no Paraguai. Foi cônsul do Brasil em 1876 em Liverpool. Representou o Brasil em 1884 na Exposição Internacional de Petersburgo. Foi nomeado logo após a Proclamação da República do Brasil, Superintendente na Europa, serviço de emigração para o nosso país. Em 1888 recebeu o título de Barão do Rio Branco,devido a solução da pendência entre Brasil e a Guiana Francesa sobre a região do Amapá. Foi Ministro do Brasil em Berlim, e convidado pelo Presidente Rodrigues Alves para dirigir a Pasta das Relações Exteriores. Logo depois, conseguiu resolver a questão do Acre, em 17 de novembro de 1903. Firmou-se o Tratado de Petrópolis, que pos fim a esse litígio. Ficaram marcados a habilidade com que Rio Branco atuou na pasta das Relações Exteriores e o êxito desse brilhante diplomata na resolução de inúmeras questões de limites com países Sul-Americanos, e por tratados com Nações Européias e da América. Foi Presidente do Instituto Histórico e Geográfico e Membro da Academia de Letras. Escreveu diversos livros: “Memória Brasileira”, “Historia Militar do Brasil” “Efemérides Brasileiras” e “Episódios da Guerra do Prata”.

Grande estadista

José Maria da Silva Paranhos, primeiro e único visconde do Rio Branco, (Salvador, 16 de março de 1819 — Rio de Janeiro, 1 de novembro de 1880) foi um estadista, professor, político, jornalista, diplomata e monarquista brasileiro. É considerado ao lado de Honório Hermeto Carneiro Leão, marquês de Paraná, o maior estadista do Segundo Reinado (1831-1889).

Juventude

José Maria da Silva Paranhos nasceu em 16 de março de 1819 na cidade de São Salvador da Baía de Todos os Santos na então capitania da Bahia. Seu pai era o português Agostinho da Silva Paranhos que imigrou para o Brasil com o irmão João na primeira década do século XIX. Agostinho casou-se com Josefa Emerenciana de Barreiros e trabalhou como negociante de fazendas, alcançando notoriedade por sua honestidade e pela filantropia que realizou. José Paranhos perdeu o pai ainda criança, o que resultou em um período de grande dificuldade financeira para a sua família. Sua mãe veio a falecer alguns anos mais tarde.
Seu tio materno, o coronel de engenheiros Eusébio Gomes Barreiros,ajudou sua família e financiou seus estudos, enviando-o para o Rio de Janeiro em 1835. Ingressou no ano seguinte na Academia da Marinha para realizar o curso de humanidades para a carreira de ciências e da administração,[10] mas não a freqüentou por muito tempo e logo se matriculou no curso de Engenharia na Escola Militar,que se situava num grande edifício no Largo de São Francisco de Paula.Lecionou em ambas as escolas como professor substituto[13] e graduou-se em ciências matemáticas com louvor tendo se distinguido pelo “comportamento exemplar, raro talento e incessante aplicação.” Tornou-se membro da Maçonaria nesta época, por volta de 1840, chegando a publicar um folheto a respeito da “Constituição Maçônica”.
Paranhos contraiu matrimônio com Teresa de Figueiredo Faria em 1842. Dos nove filhos que tiveram, somente o mais velho, José Maria da Silva Paranhos Júnior, teve alguma proeminência na vida pública nacional.Matriculou os filhos no Colégio Pedro II e buscou incutir-lhes os valores monárquicos e dinásticos provenientes da sociedade imperial da época.Paranhos ingressou em 1847 na carreira do magistério sendo elevado a lente catedrático do 6º ano na Escola Militar onde poucos anos antes havia estudado. Permaneceu no cargo até 1863, ensinando as disciplinas de aritmética,artilharia e fortificações permanentes, mecânica, economia política, estatística e direito administrativo. Em 1848 iniciou a sua atuação como jornalista ocupando a posição de um dos principais redatores do periódico liberal Novo Tempo e mais tarde no moderado Jornal do Commercio, onde angariou grande renome pelas críticas ferozes que desferiu contra o ditador argentino don Juan Manuel de Rosas.

Início da Carreira política

A atuação jornalística de Paranhos em favor dos liberais aproximou-lhe do conselheiro Aureliano de Sousa e Oliveira Coutinho, futuro visconde de Sepetiba, de quem se tornou amigo e protegido.[24] Em 1845, aos 26 anos de idade, foi eleito deputado para a Assembléia Legislativa da província do Rio de Janeiro graças a incentivos de Aureliano Coutinho. Por indicação do mesmo, Paranhos tornou-se secretário em 1846, em seguida vice-presidente e mais tarde presidente interino da província. Neste último cargo, fez diversas realizações, sendo a mais importante à reforma do ensino primário e secundário da província.[26]
Foi eleito em 1847 deputado geral pela província do Rio de Janeiro e tomou posse no ano seguinte.Em suas defesas pelo gabinete presidido por Manuel Alves Branco, futuro visconde de Caravelas, revelou-se um grande orador parlamentar, vindo a se considerado mais tarde um dos maiores de sua época.Foi um dos poucos homens públicos que conseguiu tornar-se profundamente respeitado não apenas por seus aliados, mas também por seus opositores, principalmente devido a sua honestidade, cultura, inteligência, perspicácia, talento com a oratória e competência.Anos mais tarde diria ao jovem Alfredo d´Escragnolle, futuro visconde de Taunay, sobre o seu aprendizado da arte da política e em boa parte realizado sob a égide de Miguel Calmon, futuro marquês de Abrantes: “Nada há que eduque um orador como esse cuidado e sua atenção até nas locuções mais triviais. Nem o senhor imagina quanto o velho Marquês [de Abrantes] era cauteloso em seu modo de dizer."
Retirou-se por algum tempo da vida política com o advento dos conservadores e a queda do gabinete liberal no final de 1848, focando na carreira jornalística. [34] Acabou por afastar-se progressivamente dos liberais após a participação de alguns de seus membros na revolta da Praieira, pois condenava o recurso às armas ante a uma comum rotatividade dos partidos no poder.[35] Demitiu-se do liberal Correio Mercantil deslocando-se para o moderado Jornal do Commercio, onde atuou como redator e jornalista.A partir de 1850 e até o final de 1851, escreveu todas as semanas uma série de artigos intitulados “Cartas a um amigo ausente”, onde tratava de política, dos costumes da sociedade e do dia-a-dia do Rio de Janeiro.
Passou em seguida a escrever em seus artigos a respeito da anarquia reinante na região do rio da Prata, onde atacava o ditador argentino, dom Juan Manuel Rosas, chamando-o de “O Canibal”. Sua defesa pela política externa belicista de Paulino Soares, futuro visconde do Uruguai, logo chamou a atenção dos conservadores. O conservador Honório Hermeto Carneiro Leão, futuro marquês de Paraná, foi escolhido como ministro plenipotenciário na região do rio da Prata. Para o cargo de seu secretário, escolheu inesperadamente Paranhos,[38] preterindo vários diplomatas brasileiros, inclusive Francisco Adolfo Varnhagen, a quem considerava “moço orgulhoso, convencido e arrogante”.[39] Carneiro Leão e Paranhos lograram sucesso em sua empreitada ao assinarem um tratado internacional de aliança entre o Brasil, Uruguai e as províncias rebeldes argentinas Corrientes e Entre Rios, seguido por um outro com o Paraguai em 1851. Paranhos, que atuou com “brilhantismo”,foi nomeado ministro residente e chefe da legação brasileira em Montevidéu. Seu trabalho foi reconhecido, vindo a receber a comenda da Imperial Ordem da Rosa em 1852.

O Gabinete da Conciliação

Honório Hermeto Carneiro Leão foi nomeado pelo Imperador para organizar um novo gabinete em 4 de setembro de 1853 e convidou o seu amigo e tutelado José Paranhos para ocupar o ministério da Marinha. Paranhos havia há pouco sido eleito deputado geral pelo Rio de Janeiro e aceitou o convite, retornando do Uruguai em 1854.De acordo com Joaquim Nabuco:
"Paranhos era um homem de talentos e faculdades diversas, grande rabalhador, adaptável a quase todos os ramos da administração. Como jornalista mostrara-se natural, simples, preferindo à lucidez do pensamento ao ornato literário; sua palavra na tribuna tinha os mesmos atributos: era pronta, cortês, flexível como um florete, mas também imprópria para todo aparato de eloquência. [...] Mais diplomata ainda do que político, eram os negócios exteriores sobretudo que o atraíam. [...] sua carreira foi feita à força de trabalho e de talento, impondo-se por sua especialidade a todos os governos, e também pela confiança, primeiro, de Paraná, depois, de Caxias, por último do Imperador".
Permaneceu na posição de ministro da Marinha até junho de 1855,quando assumiu o ministério dos Negócios Estrangeiros no lugar do colega Antônio Paulino Limpo de Abreu, visconde de Abaeté.[48] Realizou a conclusão do dique da Ilha das Cobras, reformou o corpo de saúde da Armada e dos oficiais da fazenda e organizou às classes dos artistas dos navios de guerra a vapor.Ocupou novamente o cargo de ministro da Marinha, acumulando-o com o dos Negócios Estrangeiros. Em posse das duas funções, enviou uma missão diplomática ao Paraguai em conjunto com uma frota da Armada de guerra e obteve como conseqüência a assinatura de um tratado de Amizade, Navegação e Comércio em 6 de abril de 1856. Seu sucesso possibilitou a postergação por mais alguns anos do iminente e muito provavelmente inevitável conflito armado entre os dois países.
Alcançou uma outra vitória logo em seguida com um tratado de aliança com a Confederação Argentina em 7 de março de 1856. A defesa aguerrida dos interesses brasileiros por parte de Paranhos, mesmo contra a Grã-Bretanha, permitiu que seu esforço fosse reconhecido até mesmo pelos britânicos. James Howard Harris, conde de Malmesbury e secretário do Estrangeiro elogiou publicamente a competência e perseverança de Paranhos.[52] O Gabinete da Conciliação, como ficou conhecido o ministério presidido pelo marquês de Paraná e depois por outros chefes conservadores até meados de 1860, foi um dos mais longevos e bem-sucedidos da história do Segundo Reinado.
Foi reeleito deputado geral pelo 2º distrito do Rio de Janeiro em 1857 e mais tarde por Sergipe em 1861.[54] O falecimento do marquês de Paraná em 1856 criou um vácuo no cenário político que eventualmente foi ocupado por Paranhos e que logo se tornou um dos principais chefes do Partido Conservador.[55] Em 1861 assumiu o ministério da Fazenda no gabinete presidido por Luís Alves de Lima e Silva, seu grande amigo, mais uma vez destacando-se por sua integridade e competência. Alcançou o topo da carreira política ao ser eleito senador pela província do Mato Grosso no ano seguinte.[56] [57] Recebeu de dom Pedro II as insígnias de dignatário da Ordem Imperial do Cruzeiro, além de ter sido grã-cruz de Santana de 1ª classe da Rússia, sócio do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional e presidente honorário da Sociedade Universal

Presidente do Conselho de Ministros

Ao ser convidado por dom Pedro II a formar um gabinete em 7 de março de 1871, o Brasil que o visconde do Rio Branco iria governar era bem diferente do que conheceu ao entrar na política. O país saíra de uma longa guerra vitorioso e era considerado internacionalmente ao lado dos Estados Unidos a maior potência econômica e militar do continente americano.[59] Era o apogeu do Império brasileiro e que assim se manteria até o final do regime monárquico.[60] Para os cargos de ministros, o visconde escolheu políticos jovens e competentes, assim como quase vinte anos antes o marquês de Paraná havia o feito. Um dos escolhidos, João Alfredo, viria a tornar-se mais tarde também presidente do Conselho de Ministros.
O gabinete Rio Branco realizou diversas reformas e empreendimentos, dentre elas: Fixou em 40% a taxa de imposto para todas as mercadorias importadas (e que viria a incentivar a indústria nacional), ao mesmo tempo em que criou franquias aduaneiras para importações relacionadas a plantas vivas, sementes, raízes, bulbos e aparelhos mecânicos com o intuito de desenvolver a agricultura.[61] Realizou o primeiro Censo nacional em 1872, aumentou em dezenas de milhares de quilômetros as estradas de ferro de todo o país, e inaugurou a linha telegráfica que ligava o Brasil a Europa possibilitando um contato entre ambas as partes que as separaria por poucos minutos.[62] Empreendeu a reforma judiciária, criou a fiança provisória e um novo e liberal Código Criminal, assim como ampliou o hábeas corpus.[63] [64] Possibilitou também a entrada de milhares de imigrantes por ano através de uma bem-sucedida política oficial imigratória. Tornou o Brasil o terceiro país do mundo a possuir uma estação de tratamento de esgoto e o quinto a possuir uma rede de esgotos em suas cidades.O Império brasileiro, segundo Heitor Lyra, “entrava resolutamente no caminho largo e arejado do progresso, antecipando-se a muitas das nações européias”.
Maçon, Grau 33 e Grão-Mestre da Loja da rua do Lavradio. Cooperou com a publicação de vários jornais anticlericais editados pela maçonaria, entre eles no Rio, o jornal A Família; em São Paulo, o Correio Paulistano; em Porto Alegre, O Maçom; no Pará, o Pelicano; no Ceará, A Fraternidade; no Rio Grande do Norte, A Luz; em Alagoas, O Labarum e em Recife, dois, A Família Universal e A Verdade. Quando da interdição das irmandades religiosas infiltradas por maçons, por Dom Vital de Olinda e Dom Antônio Macedo Costa, moveu processo contra estes dois bispos, o que culminou com a prisão de Dom Vital em 1874. Foi um dos ministérios mais duradouros do período imperial, com participação de políticos de ambos os partidos. Coube a Paranhos sancionar a Lei do Ventre Livre (28 de setembro de 1871) e enfrentar a questão epíscopo-maçônica nos anos de 1873/1874. Tinha interesse direto na questão, já que era ele mesmo grão-mestre da Maçonaria.

Últimos anos


Armas do visconde do Rio Branco.Após mais de quatro anos presidindo um gabinete que alcançou grande êxito, Paranhos desejava a qualquer custo deixar o cargo. Escreveu uma carta a dom Pedro II em 4 de maio de 1875 onde dizia: “Sabe Vossa Majestade, que eu desejo entregar o meu posto a quem melhor possa ocupar. Se não enfermei ainda em público, não é duvidoso que estou cansado”.No mês seguinte o Imperador o substituiu pelo amigo de ambos, Luís Alves de Lima e Silva, o duque de Caxias. Acompanhou de perto a administração do Marechal e, em seguida, viu o retorno dos liberais ao poder. Envelhecido e enfermo, retirou-se progressivamente da vida política e em 1877 também da posição como diretor da Escola Politécnica que ocupava desde 1846.[68] Visitou o filho mais velho em Paris em 1879, mas recusou-se se encontrar com os netos.
José Maria da Silva Paranhos, visconde do Rio Branco, faleceu em 1 de novembro de 1880. Enquanto agonizava, falou: “Não perturbem a marcha do elemento servil [escravidão]”.Mesmo no leito de morte, ainda temia pelo futuro da monarquia a que serviu com tanto valor e dedicação. Delirando, acreditava estar discursando na Câmara de Deputados. Morreu pobre, como era de costume com os políticos do Império.O salário da profissão era insuficiente sequer para uma vida simples e era o prestígio que lhe dava importância. Paranhos Júnior, o futuro barão do Rio Branco, teve que leiloar a biblioteca do falecido pai para arcar com as despesas do funeral.

Fonte: http://www.e-biografias.net/biografias/barao_riobranco.php
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Maria_da_Silva_Paranhos

http://www.oarquivo.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=1378:barao-do-rio-branco&catid=77:nacionais&Itemid=432

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