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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A Memória Celular

TRANSCRIÇÃO NA ÍNTEGRA DE:




Pessoas entre a vida e a morte relatam verem luzes brancas e encontro com deus, delírios da mente durante momento final. Nos Estados Unidos, um policial recebe um tiro e morre, se tornando doador de órgãos. O homem que recebe seu coração, tempos depois passa a ver frequentemente em seus sonhos luzes brancas e “um homem que parece Jesus”. Alguns pesquisadores creem que os órgãos são capazes de guardar as lembranças de seus donos, mas outros ainda são bastante céticos quanto a isso.
cerebro Qual é o único órgão capaz de produzir e armazenar nossa memória? Se você respondeu o cérebro, pense de novo. Um dos assuntos mais controversos na Medicina diz respeito à possibilidade de órgãos individuais serem capazes de armazenar em suas células a personalidade do indivíduo, suas lembranças e seus gostos pessoais.
Os médicos passaram a estudar esse fenômeno da memória celular depois que os transplantes de órgãos se tornaram mais frequentes, quando então diversos casos estranhos passaram a ser relatados. Em 2008 a BBC publicou o caso de Sonny Graham, que recebeu num transplante em 1995 o coração de Terry Cottle, que havia se matado com um tiro na cabeça.
Um ano depois, por curiosidade, foi procurar a família de Terry Cottle e acabou se apaixonando pela viúva do doador, Cheryl Cottle, com quem se casou em 2004. Alguns anos depois, tal como o doador, ele se matou com um tiro na garagem de sua casa, na Geórgia, EUA, aos 69 anos.
paul Um dos maiores especialistas no assunto, o neuroimunologista Paul Pearsall, (imagem ao lado) publicou extensiva pesquisa sobre o tema e também um livro, entrevistando 150 transplantados de pulmão e coração, onde concluiu que estes órgãos podem ter memória. No livro, é relatado diversos casos. Entre eles, há o de Claire Sylvia, professora de dança que recebeu o coração de um jovem em um transplante. Ela, que nunca havia tomado bebida alcoólica na vida, acordou da cirurgia e a primeira coisa que pediu foi uma cerveja — da mesma marca preferida de seu doador.
coração-memoria Outro caso interessante é o de uma garota de dez anos que recebe o coração de uma menina de 8 anos, algumas horas depois de sua trágica morte, num crime que não havia sido solucionado. Depois de alguns dias, a menina passou a ter sonhos estranhos, em que consegue ver cenas do momento do crime. Ela consegue descrever para os policiais todos os detalhes da morte da sua doadora, o que permite a captura do criminoso.
Apesar destas evidências e de diversos outros relatos, os médicos são cautelosos e ainda não admitem a existência real de uma memória que seja carregada nos órgãos além do próprio cérebro. No entanto, desde o primeiro transplante realizado em 1967 na África do Sul pelo médico Christiaan Barnard, os transplantados têm tido comportamentos estranhos e diferentes, que nunca tiveram antes. É sem dúvida, um fenômeno que merece maiores pesquisas.

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