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domingo, 22 de janeiro de 2012

O Verdadeiro Rito de York





O Verdadeiro Rito de York


Meus Irmãos, quantas vezes nos deparamos com este texto? Aparentemente de pouca importância, pois as Lojas que praticam o Rito de York no Grande Oriente do Brasil não são muitas. Cerca de cinqüenta Lojas, quando muito.


Mas vale a pena prestar um pouco de atenção pois, embora minoritário no Brasil é o Rito mais praticado no mundo e é o que se pratica no país que é o berço da Maçonaria Especulativa no mundo.


Há muitos – infelizmente demais da conta – que defendam que a denominação “Rito de York” serve exclusivamente para o sistema ritualístico proposto por Thomas Smith Webb, no seu resgate dos antigos rituais ingleses em 1797.

A liturgia adotada pela GLUI – Grande Loja Unida da Inglaterra chegou no Brasil no século XIX e pelo fato do Brasil ter mais de um sistema litúrgico no simbolismo – entenda-se Ritos Adonhiramita, Brasileiro, Escocês Antigo e Aceito, Moderno e Schroeder, havia a necessidade de adotar um nome e o nome escolhido para esta prática litúrgica foi RITO DE YORK. Foi arbitrária a escolha? Decerto que não, foi uma homenagem aos Irmãos ingleses, na sua maioria provenientes da cidade de York. De qualquer forma foi uma escolha, uma definição. Poderia ter sido nominado de Rito Inglês ou qualquer outro nome, mas a convenção adotada naquela ocasião foi denominá-lo Rito de York. É patético, triste até ver pessoas que afirmam que o “verdadeiro” Rito de York é o definido pela liturgia do Irmão Thomas Smith Webb. Vejamos esta afirmação sob a ótica cartesiana.

Se eu afirmo que um evento “a” é verdadeiro, e somente o evento “a” é verdadeiro, qualquer coisa diferente do evento “a” é “não verdadeiro”, ou ainda “falso”. Ora, se existem pessoas que afirmam que “O verdadeiro Rito de York” é o estadunidense, então necessariamente se existirem outros Ritos denominados “Rito de York” são FALSOS. Como existe um Rito nesta situação, então ele é “falso”? Não é isso que declara o Grande Oriente do Brasil, não é isto que declaram as Cartas Constitutivas das Lojas que praticam o Rito de York no Grande Oriente do Brasil. Nas Cartas Constitutivas das Lojas do GOB que têm tal prática litúrgica está grafado: RITO DE YORK. Nos rituais editados pelo Grande Oriente do Brasil, idem, e de idêntica forma nos Rituais editados pelo Distrito Inglês. Esta publicação foi aprovada pela “Emulation Lodge of Improvement”(aliás de onde surgiu o termo “emulation”, que significa” imitação”) e aprovado pela Grande Loja Unida da Inglaterra, cuja edição em português foi autorizada pelo Grão Mestre da Grande Loja Distrital da América do Sul, Divisão Norte, Eminente Irmão Peter Bodman-Morris também está escrito: RITO DE YORK. Enquanto isso, os “doutos” continuam afirmando suas sandices.

Algumas considerações importantes:

É uma insensatez comparar o nome do Rito de York – nome este dado exclusivamente no Brasil – com o nome que se dá na Inglaterra. Na Inglaterra não existe nome para o trabalho litúrgico maçônico, lá este trabalho é denominado CRAFT, que pode ser traduzido por OFÍCIO em português. Em primeiro lugar porque lá não se conhece sequer o termo “Rito” quando há a referência numa liturgia maçônica. Existem procedimentos litúrgicos que foram convencionados em 1813, na ocasião da fundação da Grande Loja Unida da Inglaterra e os procedimentos litúrgicos num único sistema, numa única liturgia com algumas variações que atenderam costumes locais, sem alterar a essência desta liturgia. A afirmação que o sistema ritualístico estadunidense é “mais antigo” é cronologicamente correta, pois o sistema litúrgico dos EEUU é anterior ao adotado na Inglaterra.

Esta data é anterior ao sistema ritualístico inglês cuja convenção para uma proposta de sistema único de trabalho se deu em 1813, consolidada em 1816. De qualquer modo a origem do ritual e sistema é inglesa, e não norte americana. Bem, não estamos comentando a origem mas a nomenclatura. A rigor esta denominação “Rito de York dos EEUU” é inadequada, pois só faz sentido nos graus superiores (além do terceiro, de Mestre) e só é possível denominar “Rito de York” nos EEUU os procedimentos litúrgicos além do terceiro, pois também existem os Graus Escoceses do quarto até o 32°. Ao bem da verdade também existe o 33° Grau do Rito Escocês nos EEUU, mas é raríssima a sua concessão.

Voltemos ao Simbolismo. Existem outros termos que provocam algumas confusões interessantes. O termo MAÇOM no Brasil significa “o Iniciado na Maçonaria”. O equivalente inglês MASON significa “o artífice da pedra”, ou “o entalhador de pedra”. MASON significa “pedreiro”, daí a necessidade da existência de um termo que caracterize o Iniciado na Arte Real como “free mason” ou à Instituição “free masonry”. No Brasil como existe um termo apropriado e específico para diferenciar a profissão “pedreiro” do Iniciado “maçom”, então não é necessário utilizar o termo “franco-maçonaria” ou “franco-maçom”. Já pensaram se alguns outros “doutos” resolvem dizer que o “verdadeiro termo para designar o Iniciado é franco-maçom”? Seria engraçado se não fosse trágico. Assim como o termo “craft” (ofício) não faz sentido para o Maçom brasileiro, o termo “rito” é desconhecido para o Maçom inglês.
Há ainda os que defendam o termo “Emulation Ritual”. Isto é uma combinação mais extravagante ainda, pois “Emulation” é um sistema litúrgico da maçonaria inglesa que não tem mais de um ritual. Utilizando-me dos termos britânicos, trata-se de vários MÉTODOS de praticar o CRAFT, como sejam:

Bristol
Stability
Taylor´s
Cambridge
West End

  • Dentre outros. Existem pequenas variações litúrgicas no mesmo sistema de trabalho onde se reconhecem apenas três graus: Aprendiz, Companheiro, Mestre e o Sagrado Arco Real. Contaram quatro? Trata-se de uma sutileza britânica, que será abordada num próximo artigo.
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Enviado pelo Ir.’. Cezar A. Mingardi • M.’.I.’.
Loja Tempo de Estudos N0 3830 – Rito de York – GOSP/GOB
Loja Mount Moriah N0 3327 – GOSP/GOB
Loja Madras – Mestre Maçom da Marca
Loja Madras – Nautas da Arca Real
Capítulo Madras – Sagrado Arco Real
Preceptório Madras – Cavaleiro Templário
Preceptório Madras – Cavaleiro de Malta






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