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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

GRUMEC

TRANSCRITO DE:Wikipédia, a enciclopédia livre.


grumec da marinha brasileira com um fuzil anti blindado






Grupamento de Mergulhadores de Combate

Origem: 
Wikipédia, a enciclopédia livre.
Grupamento de Mergulhadores de Combate
País Brasil
SubordinaçãoComando da Força de Submarinos
SiglaGRUMEC
Criação1997
LemaFORTUNA AUDACES SEQUITUR
O Grupamento de Mergulhadores de Combate (GRUMEC) é uma unidade de Forças Especiais da Marinha do Brasil. Com doutrina semelhante a do US Navy Seals e a do Special Boats Service britânico, a sua função é a de se infiltrar, sem ser percebida, em áreas litorâneas e ribeirinhas, e executar tarefas como reconhecimento, sabotagem e destruição de alvos de valor estratégico. Também são especialistas em guerra não convencional, o que caracteriza a sua doutrina de forças especiais.
Foi criado em 1974 e é subordinado à Força de Submarinos, que lhe fornece o principal meio de transporte. As equipes são transportadas até às proximidades do alvo por um submarino, a partir do qual saem nadando, em caiaques ou em barcos infláveis que podem ser lançados do submarino ainda sob a água. O GRUMEC também pode alcançar o alvo saltando deparaquedas ou desembarcando de helicópteros.
O GERR - MEC , Grupo Especial de Retomada e Resgate - Mergulhadores de Combate, congrega o pessoal responsável pela retomada de navios, instalações navais, plataformas de petróleo, bem como o resgate de reféns que venham a ser tomados/dominados por terroristas ou outros criminosos. Utilizam a tática conhecida como VBSS (Vessel Boarding Search and Seizure) e treinam regularmente em conjunto com os Comandos Anfíbios.

Índice

  


História
Os primeiros MECs (Mergulhadores de Combate) brasileiros foram dois Oficiais e dois Praças que concluíram em 1964, o curso da Underwater Demolition Team (Equipe de Demolição Submarina), antiga força de elite da Marinha dos Estados Unidos, precursora do US Navy Seals. Com base na experiência desses militares foi criada em 1970 a Divisão de Mergulhadores de Combate na Base Almirante Castro e Silva. No ano de 1971 mais dois Oficiais e três Praças foram qualificados pela Marinha Francesa como "nageurs de combat" e, em 1974, foi formada no Brasil, pelo atual Centro de Instrução e Adestramento Almirante Áttila Monteiro Aché (CIAMA), a primeira turma de Mergulhadores de Combate.

Em 1983 a Divisão de Mergulhadores de Combate foi transformada no Grupamento de Mergulhadores de Combate, como parte integrante do Comando da Força de Submarinos. No dia12 de dezembro de 1997, o Ministro da Marinha criou o Grupamento de Mergulhadores de Combate, sediado na cidade do Rio de Janeiro e diretamente subordinado ao Comando da Força de Submarinos. Foi ativado no dia 10 de março de 1998.


O curso de formação é prioritário para militares da Marinha do Brasil, do Corpo da Armada ou do Quadro Complementar da Armada, não podendo ser frequentado por Fuzileiros Navais, e objetiva habilitá-los a operar equipamentos de mergulho, armamento, explosivos, utilizar técnicas e táticas para guerra não-convencional e conflito de baixa intensidade, capacitando-os a executar, em suma, os diversos tipos de operações especiais. Além de ser o curso operacional mais longo das Forças Armadas Brasileiras, é conhecido por ser um dos mais rigorosos, de cada 30 inscritos, em média 4 conseguem concluí-lo, havendo edições em que nenhum candidato se formou.
É divido em duas categorias, para Oficiais, existe o CAMECO - Curso de Aperfeiçoamento de Mergulhador de Combate para Oficiais, com duração de 41 semanas, divididas em quatro fases e uma fase 0, onde é dada ênfase especial ao planejamento de operações, com as disciplinas de treinamento físico militar, processo de planejamento militar e estudo de casos, gestão contemporânea e noções básicas de gestoria e liderança. Nas demais fases, as matérias abrangem: treinamento físico militar; defesa pessoal; higiene de campanha; primeiros socorros; equipamento autônomo de circuito aberto e fechado; técnicas de combate; operações ribeirinhas; demolições; armamento; comunicações; técnicas de reconhecimento de praia; operações especiais submarinas; introdução ao microcomputador; sistema de comunicações da Marinha; e inteligência.
Para Praças, existe o C-ESP-MEC - Curso Especial de Mergulhadores de Combate, com duração de 32 semanas, com as mesmas atividades instrucionais do CAMECO, exceto a fase 0.[1]
Depois de formado MeC, o militar é designado para servir no GRUMEC, onde participará de um completo programa complementar de adestramento e realizará cursos de extensão e estágios em diversas áreas, como Desativação de Artefatos Explosivos (DAE), Curso Básico de Paraquedista Militar, Mestre de Salto, Salto Livre, Mestre de Salto Livre, Precursor Paraquedista, Dobragem e Manutenção de Paraquedas e Suprimentos pelo ar (DOMPSA), Estágio Básico de Montanhismo, Curso de Operações na Selva, Estágio de Operações no Pantanal, Estágio de Caçador, dentre outros.



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