sexta-feira, 2 de novembro de 2012

VELENÇA - RIO DE JANEIRO - BRASIL


Valença (Rio de Janeiro)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Município de Valença
"Princesa da Serra"
"Cidade da Seresta"
"Cidade dos Barões"
"Cidade da Leitura"
Bandeira de Valença
Brasão de Valença
BandeiraBrasão
Hino
Aniversário29 de setembro
Fundação1823 (188–189 anos)
Gentílicovalenciano
Prefeito(a)Vicente Guedes (PSC)
(2009–2012)
Localização
Localização de Valença
Localização de Valença no Rio de Janeiro
Valença (Rio de Janeiro) está localizado em: Brasil
Localização de Valença no Brasil
22° 14' 45" S 43° 42' 00" O
Unidade federativa Rio de Janeiro
MesorregiãoSul Fluminense IBGE/2008 [1]
MicrorregiãoBarra do Piraí IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofesBarra do PiraíBarra MansaPassa-Vinte (MG), QuatisRio das Flores,Rio Preto (MG), Santa Bárbara do Monte Verde (MG), Santa Rita de Jacutinga (MG) e Vassouras
Distância até a capital148 km
Características geográficas
Área1 304,769 km² [2]
População71 894 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade55,1 hab./km²
Altitude560 m
ClimaTropical de Altitude Cwa
Fuso horárioUTC−3
Indicadores
IDH0,776 (32º) – médio PNUD/2000 [4]
PIBR$ 637 693,813 mil IBGE/2008[5]
PIB per capitaR$ 8 503,38 IBGE/2008[5]
Valença é um município brasileiro localizado no Sul do estado do Rio de Janeiro. Está a uma altitude de 560 metros. Sua população estimada em 2008 era de 74.993 habitantes.

Índice

 

[editar]Geografia

Possui uma área de 1308,1 km² (a segunda maior do estado do Rio de Janeiro), estando situada no Vale do Paraíba Fluminense.
Valença possui 6 distritos: Valença (sede), Barão de Juparanã, a "Cidade dos Barões" (2º distrito), Santa Isabel do Rio Preto(3º distrito), Pentagna (4º distrito) , Parapeúna (5º distrito) e Conservatória, a "Cidade das Serestas" (6º distrito).
Atualmente a sua economia está voltada especialmente para a agropecuária e para o pólo universitário existente na sede municipal.

[editar]História

A região do vale do Paraíba do Sul no Rio de Janeiro era totalmente coberta por florestas virgens no final do século XVIII.
O território da atual sede do município de Valença era habitado na época pelos índios Coroados que dominavam toda a zona compreendida entre os rios Paraíba do Sul e Preto.[6] O nome Coroados é uma denominação geral dos portugueses para todas tribos que usavam cocares em forma de coroa. Rugendas escreveu que os Coroados da região eram resultantes do cruzamento dos Coropós com os temíveis Goitacás de Campos, fato discutível, embora, segundo Debret, Coroados e Coropós fossem muitas vezes confundidos pela semelhança. Os Coroados eram divididos em Araris e Puris (ou Paris ou Purus), sendo estes últimos em menor número. Ainda havia na região outras tribos como os Tampruns e Sazaricons, igualmente chamados Coroados.[7]
O esgotamento do ouro nas Minas Gerais causou um forte fluxo migratório de mineiros para ocupação das terras virgens existentes no vale do rio Paraíba do Sul. Entretanto, as tribos de índios viviam nômades na região geravam insegurança entre os proprietários das sesmarias que eram doadas em suas terras. Os índios Coroados eram especialmente temidos pela ferocidade que exibiam em batalhas entre si e contra os portugueses.
O vice-rei do Brasil D. Luís de Vasconcelos e Souza ordenou em 1789 que fosse iniciada a catequese dos índios da região. Em 1800, o vice-rei incumbiu o fazendeiro José Rodrigues da Cruz, proprietário das fazendas Ubá e Pau Grande (atualmente na região de Vassouras), de "proceder à civilização" dos índios Coroados. O então capitão de ordenanças Inácio de Souza Werneck foi incumbido de "domesticar e aldear", isto é, de reunir os índios Coroados nas matas e conduzi-los para as aldeias onde deveriam se fixar. Assim foram liberadas terras que foram divididas em sesmarias e doadas ao primeiros colonizadores da região.
O vice-rei Dom Fernando José de Portugal nomeou em 1803 o padre Manoel Gomes Leal para o cargo de capelão, tendo-lhe o bispo Dom José Joaquim Justiniano conferido a jurisdição necessária para construir e benzer uma capela e cemitério. Uma modesta capela dedicada a Nossa Senhora da Glória foi construída no principal aldeamento de índios Coroados, o qual deu origem à atual cidade de Valença.[7] A aldeia de Valença foi habitada pelos Puris; a aldeia de Santo Antônio do Rio Bonito, que originou o atual distrito de Conservatória dos Índios, foi habitada pelos Araris.[7]
O aldeamento dos índios da região continuou procurando-se concentrar os aglomerados indígenas com outros índios que também perambulavam pela região.[6]
A aldeia de índios foi elevada a freguesia de Nossa Senhora da Glória de Valença por Carta Régia de 19 de agosto de 1807. O nome foi dado em homenagem ao vice-rei Dom Fernando José de Portugal, descendente dos nobres da cidade espanhola deValência.
Todos historiadores elogiam a atuação de pessoas como José Rodrigues da Cruz, Inácio de Souza Werneck, padre Manoel Gomes Leal, Miguel Rodrigues da Silva, entre outros, no aldeamento e na proteção dos indígenas.[7][8][9] Entretanto, apesar de ter ocorrido de forma quase que pacífica, o aldeamento dizimou os indígenas da região. O contato com os colonizadores favoreceu a propagação de doenças contra as quais os índios não tinham imunidade. Foi especialmente danosa uma epidemia de varíola que se propagou nesta época por várias aldeias. Além disto, os colonizadores que chegavam entravam em confrontos constantes com os índios sem respeitar qualquer direito que estes tinham às suas terras. As sesmarias que foram pedidas ao vice-rei para estabelecimento dos índios sedentários nunca foram concedidas, exceto uma localizada na parte do sertão conhecida como Santo Antonio do Rio Bonito e depois como Conservatória dos Índios.[9] Assim como ocorreu com todas aldeias da província do Rio de Janeiro, no final restou apenas a população branca, que logo aumentou, atraída pela fertilidade do solo. Os poucos índios que sobraram mudaram-se para outras localidades como Pomba, São Vicente Ferrer e Carangola na província de Minas Gerais.[7]
O capitão de ordenanças Inácio de Sousa Vernek construiu várias estradas na região de Valença durante esta fase de colonização. A estrada Werneck, então chamada deCaminho da Aldeia, que foi a primeira estrada para o sertão de Valença, ia desde a cidade de Iguaçu até o norte da capitania do Rio de Janeiro, na liha divisória como Minas Gerais marcada pelo rio Preto.[8] As estradas construídas por Inácio de Sousa Vernek ligavam a aldeia de Nossa Senhora da Glória de Valença e a aldeia de Santo Antônio do Rio Bonito (atual distrito de Conservatória) com a Estrada Real para Minas Gerais e os caminhos auxiliares para as freguesias de Sacra Família do Tinguá (atual distrito do município deEngenheiro Paulo de Frontin), Azevedo e Pilar do Iguaçu, de onde seguiam para a vila de Iguaçu. Um atalho permitia seguir rumo a Itaguaí. A estrada de Polícia permitiu aos viajantes que vinham de Minas Gerais cruzar o rio Paraíba do Sul nas proximidades de Desengano (atual distrito de Juparanã, em Valença) pela então povoação de Vassouras até Sacra Família do Tinguá.[7]
Na Quaresma de 1814, a freguesia de Nossa Senhora da Glória de Valença contava com 119 fogos (casas), com 688 indivíduos adultos, sendo o total das pessoas superior a 700, sem contar os índios aldeados.[6] Em 1820, havia em Valença mais de 1.000 luso-brasileiros e cerca de 1.400 indígenas espalhados nas diversas aldeias da região.[7]
Mapa autógrafo de Inácio de Sousa Verneck mostrando os caminhos e rios do sertão de Valença em 1808
A freguesia foi elevada a vila de Nossa Senhora da Glória de Valença a 17 de outubro de 1823 abrangendo território desmembrado dos termos da cidade do Rio de Janeiro e das antigas vilas de São João Marcos do Príncipe e Resendeocorrendo a sua instalação a 12 de novembro de 1826. A cultura do café espalha-se rapidamente pela região. A produção cafeeira da província do Rio de Janeiro atingiu 5.122 contos em 1828 e superou a produção de açúcar que foi de 3.446 contos. Como comparação, a província de São Paulo, que incluía então o Paraná, produziu apenas 250 contos de café em 1825 e somente em 1886 é que irá produzir mais café do que açúcar.
Entre 1856 e 1859, a província do Rio de Janeiro produziu 63.804.764 arrobas de café, enquanto as províncias de São Paulo e Minas Gerais juntas produziram apenas um quarto deste total. Com o grande crescimento econômico devido àcafeicultura, a vila foi elevada a cidade em 29 de setembro de 1857.[6] Por volta de 1859, a cidade tinha cerca de 5.000 habitantes na sua sede e o todo o município tinha 40.000 habitantes entre homens livres e escravos.[6] A necessidade de mão-de-obra para as plantações de café fez com o município tivesse uma das maiores populações negras da então província do Rio de Janeiro, senão do Brasil. Em 1888 ainda trabalhavam na lavoura de café cerca de 25.000 escravos.[6]
A ferrovia "União Valenciana" chegou á cidade em 1871. O comércio atacadista prosperou na cidade incentivado pela facilidade de transporte e pelo desenvolvimento econômico devido à lavoura cafeeira.[6]
A super-exploração e mau uso causaram o empobrecimento do solo e a a produção de café caiu em toda região. Entre 1879 a 1884, a província do Rio de Janeiro ainda produziu 55,91% do total de café exportado pelo Brasil; porém, em 1894 a produção despencou para apenas 20% do total. O município, assim como todo o vale do Paraíba do Sul, entrou então em decadência econômica.
Entretanto, Valença foi menos afetada do que as outras cidades da região devido à ferrovia que passava pela cidade, o que propiciou a criação de indústrias por alguns empresários locais. As indústrias têxteis começaram a surgir por volta de 1909 fundadas pelos empresários José Siqueira Silva da Fonseca, Benjamin Ferreira Guimarães e Vito Pentagna.[6]
A economia local também foi estimulada em 1910 quando a Estrada de Ferro Central do Brasil encampou as operações da antiga estrada de ferro "União Valenciana". A Estrada de Ferro Central do Brasil instalou oficinas e um Depósito na cidade. Houve investimentos locais com a construção da variante de Esteves, do trecho ferroviário entre Marquês de Valença e Taboas e de Rio Preto a Santa Rita de Jacutinga. Com isto, a população aumentou e o comércio local prosperou.[6]
Ao mesmo tempo, as fazendas locais erradicaram os cafezais envelhecidos e passaram a dedicar-se á agro-pecuária. A produção leiteira prosperou na região.
Em 31 de dezembro de 1943, o topônimo Valença foi modificado para Marquês de Valença conforme Decreto-lei Estadual n.º 1056.[6]

[editar]Turismo

É uma cidade com um grande potencial voltado para a área de ecoturismo, tendo como principal ponto deste a Serra da Concórdia, que encontra-se a sudoeste da cidade e está situada entre os vales dos rios Preto e Rio Paraíba do Sul. É a única região que possui duas Unidades de Conservação públicas acrescendo de uma privada, sendo estes: Parque Natural Municipal do Açude da Concórdia e Estadual da Serra da Concórdia, o Santuário de Vida Silvestre da Serra da Concórdia e a Serra dos Mascates. Há também o Ronco D'Água, um balneário com cachoeira natural. Possui uma festa tradicional nomeada de Festa da Nossa Senhora da Glória, no mês de agosto, para homenagear a padroeira da cidade.
Além do contato com a natureza, é também uma cidade histórica cheia de cultura com várias das Fazendas do Ciclo do Café, podendo serem visitadas aproveitando assim o dia; podemos observar isso como uma de suas atrações turísticas, tais como: Casa Léa Pentagna, Catedral de Nossa Senhora da Glória, Praça Visconde do Rio Preto (apelidada de Jardim de Cima), Praça XV de Novembro (Jardim de Baixo), Museu da Arte Sacra da Catedral, Museu Capitão Pitaluga (militar), Museu da Antiga Santa Casa de Misericórdia, Prédio da Câmara Municipal de Valença, Teatro Rosinha de Valença, Igreja Nossa Senhora do Rosário, Memorial Afro, Mirante do Cruzeiro, Museu Ferroviário, Feira de Artesanato (Jardim de Cima, nos finais de semana). Estes sendo no Centro de Valença, ainda possui diversas atrações e atrativos turísticos nos arredores e no conhecido distrito deConservatória.

[editar]Cultura

[editar]O Quilombo e as origens do samba

O Quilombo São José é uma comunidade centenária onde moram cerca de 200 negros de uma mesma família ancestral, que, durante a escravidão, trouxe de Angola para as fazendas de café da região Sudeste do Brasil-Colônia para o Brasil a dança do Jongo.
O jongo é uma dança de roda considerada uma das origens do samba e é reconhecida pelo Governo Federal como Patrimônio Histórico Nacional.
O Quilombo São José é o berço do jongo, no Município de Valença, Rio de Janeiro, terra da lendária jongueira e sambista Clementina de Jesus.
Essa família pertence unida há 150 anos na mesma terra e mantêm ricas tradições como o jongo, a umbanda, o calango e o terço de São Gonçalo, a medicina natural, rezas e benzeduras, a agricultura familiar entre outras. A comunidade até hoje é composta inclusive por diversos idosos com mais de 90 anos e até alguns anos atrás não possuía luz elétrica. A floresta, as casas de barro com telhados de palha, o candeeiro, o ferro à brasa e o fogão de lenha ainda fazem parte do cotidiano.
No dia 2 de fevereiro de 2009, o presidente do INCRA ( Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA) assinou a portaria de titulação das terras Quilombo São José e encaminhou o processo para a assinatura final do Presidente Lula, última etapa para a desapropriação dessas terras, que até hoje não pertencem à comunidade, num processo que já dura dez anos.[10]

[editar]A Folia de Reis: um forte elemento da cultura local

Uma outra manifestação cultural muito comum em Valença é a Folia de Reis. Realizada anualmente comemora-se o nascimento de Cristo Jesus.
A Folia de Reis foi introduzida no Brasil-Colônia pelos portugueses no século XIX. É um espetáculo popular das festas de Natal e Reis, cuja ribalta é a praça pública, a rua, podendo também ser apresentado em residências.
A Folia de Reis constitui um dos mais originais folguedos folclóricos. É uma folia conhecida também em Minas GeraisGoiásSão PauloParanáRio de JaneiroEspírito Santo. No interior, é uma dança do período natalino em comemoração aos nascimento do Menino Jesus e em homenagem aos Reis Magos: Gaspar, Melchior e Baltasar, que levaram ouro, incenso e mirra, que representam as três dimensões de Cristo (realeza, divindade e humanidade).
Existem em Valença inúmeros grupos de Folia de Reis que se apresentam todos os anos e se reúnem na Catedral de N.S. da Glória no Encontro de Foliões.
A Folia de Reis é composta por quatro a seis mascarados, que brincam e entretêm a festa. Eles também devem proteger o Menino Jesus e confundir os soldados de Herodes. Uma orquestra de violasbanjosviolõeszabumbaTriangulospandeirosmaracás e sanfonas pulsam na regularidade de um organismo. Seus acordes servem de orientação as vozes e ordenam a evolução do espetáculo. O tempo da toada é circular, um convite ao desprendimento mundano e a busca de uma aliança com o divino. A paleta acorda o cavaquinho para ressoar um som que deve agradar o ouvido dos santos. A história narrada por intermédio de cantos são contadas por um solista e um coro responde a ele em uníssono por repetidas vezes.[11]

[editar]A Seresta: Muita música e tradição

A seresta é muito comum em Conservatória, distrito do município e até mesmo na sede municipal.
A história conta que, no período de 1860 a 1880, com o desenvolvimento de Conservatória, devido às grandes lavouras de café e ao escoamento das produções de Minas Gerais, a influência da côrte trouxe para a Vila alguns professores de música, principalmente de piano e violino, instrumentos que a alta sociedade desfrutava àquela época. Daí, sabe-se que professores de música: Venâncio da Rocha Lima Soares, Carlos Janin, Geth Jansen e Andréas Schmidt ficaram famosos, principalmente este último, que era virtuoso no violino. Os artistas da côrte vinham periodicamente a Conservatória fazer saraus, quando alegravam as famílias dos nobres que habitavam estas paragens. Esses artistas, em noites enluaradas se reuniam na Praça da Matriz, ao lado do chafariz, do poste de luz a querosene e dos bancos da praça e faziam uma verdadeira serenata aos fazendeiros, barões e suas famílias e o povo se postava à distância assistindo e aplaudindo.
Foi na década de 50, com a partida do notável seresteiro Emérito Silva ("Merito"), que Joubert e José Borges assumiram, gradualmente, a liderança da serenata. José Borges formou-se advogado e Joubert em professor de matemática. Trabalharam nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Nessa época as serenatas aconteciam apenas no período das férias escolares e nos feriados prolongados, porém, diariamente.
Foi por volta da década de 60, na residência de José Borges, na rua Oswaldo Fonseca, que os amantes da boa música começaram a se reunir antes das serenatas e isso formou um hábito e as lembranças e fotos antigas começaram a ser colocadas em suas paredes, tornando-se o ponto de encontro dos seresteiros. O povo começou a chamar esse local de "Museu da Seresta" que surgiu por acaso, não foi planejado, aconteceu. Nessa velha casa de apenas uma porta e duas janelas, bem altas, construção antiga com seus beirais enormes, telhas coloniais, é que se encontra todo um mundo de saudades e de recordações com um completo documentário sobre as serenatas de Conservatória. Velhos discos, fotografias, recortes de jornais, livros, pinturas de vários artistas sobre Conservatória, troféus, mensagens de carinho, formando um acervo riquíssimo sobre músicas de serenatas. E a serenata foi se tornando cada vez mais conhecida. As notícias nos jornais sobre o romantismo existente em Conservatória aumentava sem parar. Novos seresteiros continuaram a despontar.
Na década de 70 surgiu o projeto das plaquinhas de metal colocadas nas esquinas, constando além do nome da música, o nome do compositor. O intuito era imortalizá-lo. Era o início do projeto "em cada esquina uma canção", (frase esta criada para sentir a opinião da população local com relação às plaquinhas), idealizado pelos irmãos Freitas. Os moradores se interessaram e quiseram uma plaquinha com o nome de sua música preferida fixada em suas residências. E cada vez mais, num crescente constante, Conservatória passou a respirar música, amor e poesia, tornando-se a "Vila das ruas Sonoras" e, o projeto inicial "em cada esquina uma canção", transformou-se para "em toda casa uma canção".
O substancial número de turistas todos os finais de semana provocou modificações na serenata, que evoluiu do canto à janela da amada, no silêncio da madrugada, até a emocionante confraternização musical que acontece atualmente, pelas ruas do centro urbano, nas noites de sextas e sábados e, mais recentemente, nas manhãs de domingo.
Fiéis a tradição, os "cantadores" e "violeiros" apresentam-se sem qualquer ajuda de equipamento eletrônico, contando exclusivamente com a participação dos visitantes, seja para acompanhar na cantoria, ou para fazer silêncio, de forma que todos possam ouvir. Ao visitar Conservatória, descobre-se a diferença entre seresta e serenata: a primeira refere-se ao canto em ambiente fechado, a segunda, ao canto sob o sereno, à luz das estrelas e do luar. É a serenata que diferencia Conservatória de qualquer outro lugar do país. No entanto, divulgações equivocadas, referem-se a Conservatória como "Cidade das Serestas" quando o mais correto seria "Cidade das Serestas e Serenatas", ou simplesmente "Capital da Serenata", no dizer do jornalista Gianni Carta, em publicação na Inglaterra.

[editar]A Cultura jovem

Como já foi mostrado, Valença tem uma evidente cultura musical devido às muitas heranças por ela recebida. A seresta, o jongo, o chorinho, o samba fazem parte da cultura da cidade por parte de sua história como uma grande cidade cafeeira. Entretanto, o rock alternativo, o heavy metal, o funk, o pagode e outros estilos tem feito parte do cotidiano da cidade. Existem vários grupos musicais em crescimento nos mais diversos estilos, dando destaque ao funk e ao pagode. D&L Existe também em Valença, algumas casas noturnas e bares onde os jovens se reúnem para aproveitar o fim de semana . Devemos dar destaque aos eventos que acontecem e/ou aconteceram como por exemplo o "Metalfest", que reúne várias bandas de heavy-metal e hard-rock da cidade; o "Festival de Inverno de Valença", que, promovido pela Rede Jovem Valenciana, visava reunir arte como artesanatos, dança e etc com música, em especial, serestas, bossa novaMPB e samba[12] e o projeto "Café, Cachaça e Chorinho", que também era realizado em outras cidades do Vale do Café.[13] A cidade de Valença hoje tem um posto de gasolina que serve de ponto de encontro de jovens, além de novos restaurantes e fazendas magníficas.

[editar]Educação

[editar]Fundação Dom André Arcoverde (FAA) / CESVA - Centro de Ensino Superior de Valença

Fundação Educacional Dom André Arcoverde foi iniciada a partir do projeto do vereador Prof. Miguel Augusto Pellegrini no dia 29 de março de 1965. Seu nome presta uma homenagem ao bispo da diocese de Valença, nos anos de 1925 à 1936, Dom André Arcoverde, que foi um dos primeiros educadores da cidade. A Fundação Educacional Dom André Arcoverde, cuja sigla é FAA, foi criada em Assembleia Geral no dia 3 de julho de 1966, como pessoa jurídica de direito privado sendo uma entidade educativa de natureza filantrópica, com sede e foro na cidade de Valença. A FAA é a mantenedora do Centro de Ensino Superior de Valença (CESVA) que reúne várias faculdades e um colégio.
Dentre os cursos superiores por ela mantido, os que se destacam são os cursos de direitomedicinamedicina veterináriahistóriafilosofiaeconomiaodontologiaenfermagem e outros mais.

[editar]Colégio Valenciano São José de Aplicação

O Colégio São José, assim como o CESVA, é mantido pela FAA sendo autorizado a funcionar no dia 6 de junho de 1968. No colégio funcionam o Ensino Médio, nos horários da manhã e da tarde e Educação Profissional - Curso Técnico de Enfermagem durante a noite.

[editar]Instituto de Educação Deputado Luiz Pinto

É uma tradicional instituição de ensino da cidade, funciona desde o ano de 1964. Desde sua fundação é oferecido o Curso Normal, hoje denominado Magistério ou Curso de Formação de Professores. Até o ano de 2007 a escola mantinha as séries iniciais do Ensino Fundamental e Educação Infantil em seu prédio anexo, entretanto essas foram municipalizadas deixando apenas as séries do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Magistério e o prédio anexo conhecido Prédio Rosa, por ser da cor rosa, foi ameaçado de passar para prefeitura.
A municipalização das séries iniciais causou muita polêmica e geral diversas manifestações por parte de professores e alunos.[14]

[editar]Colégio Sagrado Coração de Jesus

É um dos mais antigos e tradicionais colégios de Valença. É uma instituição religiosa administrada pela Congregação das Pequenas Irmãs da Divina Providência fundada pelaBeata Madre Teresa Grilo Michel, na Itália. É também, uma instituição muito antiga, pois tem 80 anos de idade e na atualidade o colégio oferece as modalidade do Maternal até oEnsino Médio.

[editar]Artesanato Nossa Senhora Aparecida

É mais um tradicional colégio da cidade, iniciando os seu trabalhos com aulas de artes tendo logo depois o Ensino Fundamental. Foi, assim como o Colégio Sagrado Coração de Jesus, fundado por Irmãs, que construíram um amplo prédio em um terreno doado pela Família Jannuzzi.
No início da década de 1980, o colégio deixou de ser Noviciado, mas continuou sendo Casa de Formação, acolhendo Aspirantes e Postulantes. Nesse período entrou em atividade a Educação Infantil e a Classe de Alfabetização. No ano de 1984, iniciou-se uma obra de atendimento à crianças e adolescentes carentes da cidade e arredores.
Desde 1993, o colégio recebeu a autorização de ministrar o Ensino Fundamental de 1ª a 4ª séries, sendo que a partir de 1999 encaminhou-se a implantação de 5ª a 8ª série, que hoje se torna disponível.

[editar]Associação Balbina Fonseca / Escola Municipal Balbina Fonseca

A Associação Balbina Fonseca mantém, em conjunto com a Prefeitura Municipal, a Escola Municipal Balbina Fonseca. Foi fundada no dia 1º de março de 1939 pelo Comendador José Siqueira Silva da Fonseca, em homenagem a sua esposa Balbina Fonseca. Atualmente funciona apenas o Ensino Fundamental no colégio. Possui um grande ginásio poliesportivo que leva o nome do presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio, José Gomes Graciosa; e agora possui também um teatro super equipado que leva o nome dePaulo Demarchi Gomes; e junto a todo o projeto educacional, a Banda de Tambores da ABF veio com o intuito de trazer lazer e diversão, a quem deseja participar, e muito mais.

[editar]Colégio Estadual Theodorico Fonseca

O Colégio Theodorico Fonseca é uma das obras arquitetônicas históricas mais antigas da cidade. A princípio não era uma escola, mas sim, a casa de um rico francês chamado Seule que vendeu o imóvel ao seu vizinho Manoel Jacinto Soares Vivas. Vivas vendeu o imóvel para o barão de Rio Preto, que era um dos maiores cafeicutores da região de Valença. O colégio em si só foi tomar forma quando a baronesa do Rio Preto vendeu o palacete para quitar algumas dívidas. Após isso, o palacete se tornou Clube Recrativo de Valença, no ano de 1893 sendo vendido e alugado por algumas pessoas.
Em 1902, o Sr. José Facieira compra o palacete e funda o Colégio Cruzeiro do Sul. No ano de 1905, o patrimônio foi transferido a D. Maria Rita de Melo Faceira por falecimento de seu marido.
Em 1908, a viúva vende ao Comendador Antonio Jannuzzi, que posteriormente foi doado à Igreja Presbiteriana de Valença. Jannuzzi, que era presbiteriano, transformou o palacete em Atheneu Valenciano Presbiteriano.
No ano de 1925 a Igreja Presbiteriana vende o imóvel para o Coronel Manoel Joaquim Cardoso, que o incorporou à sua firma transformando o então Ateneu Presbiteriano na Pensão de Dona Carola.
Em 1938, o imóvel é adquirido pela Associação Protetora da Criança (Associação Balbina Fonseca) de José Fonseca que realiza grandes reformas internas no casarão. Ele o transforma mais uma vez em colégio, popularmente chamado de abrigo ou Lar José Fonseca.
Com o fechamento do abrigo, o casarão passa a ser ocupado pelo Colégio Estadual Theodorico Fonseca, situação que se encontra atualmente. Em 2000, o Governo do Estado do Rio de Janeiro desapropria o imóvel, permanecendo assim com a mesma função. Hoje o Theodorico Fonseca oferece apenas as séries secundárias do Ensino Fundamental (5ª a 8ª séries), no horário da manhã, Ensino Médio no horário da tarde e Ensino Médio e Técnico à noite.[15]

[editar]Colégio Estadual Benjamim Guimarães

O Colégio Benjamim Guimarães teve início no ano de 1921 com este nome. Entretanto, assim como o Theodorico Fonseca,
o colégio passou por várias fases. O Benjamim Guimarães foi fundado em 1900, quando o Governo criou o Grupo Escolar Alonso Adjunto, porém um lamentável incêndio destruiu por completo o colégio na noite de 29 de junho de 1901. Em 1919, por iniciativa do Presidente do Estado Raul de Moraes Veiga, é reconstruído no mesmo local o Grupo Escolar Casimiro de Abreu. Pelo decreto de nº 208 de 30/08, o Grupo Escolar passa a se chamar Cel. Benjamim Guimarães.

[editar]Outras Instituições

Existem outros cursinhossupletivos, colégios importantes como o Colégio Estadual José Fonseca, o Colégio Estadual Dr. Oswaldo Terra , o Colégio Estadual Coronel Benjamin Guimarães, o Centro de Ensino Supletivo, o Pólo Agrícola, o Colégio LAF e tantos outros.

[editar]Valencianos ilustres

Alguns valencianos famosos:

[editar]Distância das capitais

Valença - Rio de Janeiro: 162 km
Valença - São Paulo : 392 km
Valença - Belo Horizonte: 365 km
Valença - Vitória: 517 km

Referências

  1. ↑ a b Divisão Territorial do BrasilDivisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2.  IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3.  Censo Populacional 2010Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4.  Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do BrasilAtlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. ↑ a b c d e f g h i j História de Valença. Visitado em 1 de outubro de 2008.
  7. ↑ a b c d e f g IORIO, Leoni. "Valença de Ontem e Hoje - 1789-1952 – Subsídios para a História do Município de Marquês de Valença" – 1ª. edição. Juiz de Fora/MG:Companhia Dias Cardoso, 1953.
  8. ↑ a b CASTRO, Maria Werneck de. "No Tempo dos Barões". Rio de Janeiro: Bem-te-vi Produções Literárias, 2006. pp.78-80
  9. ↑ a b BRAGANÇA Júnior, Álvaro Alfredo. "O Topônimo Conservatória à Luz da Corrente 'Wörter und Sachen'" (Visitada em 2 de outubro de 2008)
  10.  [1]
  11.  [2]
  12.  www.overmundo.com.br/…/ii-festival-de-inverno-de-valenca
  13.  www.cafecachacaechorinho.com
  14.  [3]
  15.  [4]
  16.  [5]
Município de Valença
"Princesa da Serra"
"Cidade da Seresta"
"Cidade dos Barões"
"Cidade da Leitura"
Bandeira de Valença
Brasão de Valença
BandeiraBrasão
Hino
Aniversário29 de setembro
Fundação1823 (188–189 anos)
Gentílicovalenciano
Prefeito(a)Vicente Guedes (PSC)
(2009–2012)
Localização
Localização de Valença
Localização de Valença no Rio de Janeiro
Valença (Rio de Janeiro) está localizado em: Brasil
Localização de Valença no Brasil
22° 14' 45" S 43° 42' 00" O
Unidade federativa Rio de Janeiro
MesorregiãoSul Fluminense IBGE/2008 [1]
MicrorregiãoBarra do Piraí IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofesBarra do PiraíBarra MansaPassa-Vinte (MG), QuatisRio das Flores,Rio Preto (MG), Santa Bárbara do Monte Verde (MG), Santa Rita de Jacutinga (MG) e Vassouras
Distância até a capital148 km
Características geográficas
Área1 304,769 km² [2]
População71 894 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade55,1 hab./km²
Altitude560 m
ClimaTropical de Altitude Cwa
Fuso horárioUTC−3
Indicadores
IDH0,776 (32º) – médio PNUD/2000 [4]
PIBR$ 637 693,813 mil IBGE/2008[5]
PIB per capitaR$ 8 503,38 IBGE/2008[5]
    [Valença02.JPG]

CAMPO GRANDE RIO DE JANEIRO - BRASIL






Campo Grande é um bairro da cidade do Rio de Janeiro, que fica a 54,5km do centro da cidade, de classe média com porções de classe média alta. Está localizado na zona oeste da cidade possuindo, aproximadamente, 800.494 habitantes inseridos numa área territorial de 11.912,53 hectares. Por ser um bairro de grandes extensões faz limite com outros dez bairros da zona oeste: Paciência, Cosmos e Inhoaíba a oeste; Guaratiba, Vargem Grande, Recreio e Jacarepaguá ao sul; Senador Vasconcelos, Senador Camará, Santíssimo e Bangu a leste e mais o município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ao norte.
As terras que iam do atual bairro de Deodoro, passavam por Bangu e iam até Cosmos, faziam parte das paragens conhecidas como o “Campo Grande”. A região, que ia do rio da Prata ao Mendanha, era habitada pelos índios Picinguaba. Após a fundação da Cidade em 1565, passou a pertencer à grande Sesmaria de Irajá. Desmembrada em 1673, a área foi doada, pelo Governo Colonial, a Manoel Barcelos Domingos, dono de vasta propriedade que se estendia até o Gericinó.
Em 1757, foi criada a freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande, onde foi construída a Igreja Matriz, ainda existente. 
Antes da Freguesia Rural de Campo Grande começar a prosperar, sua ocupação foi influenciada pela antiga fazenda dos jesuítas, em Santa Cruz. Na região, as atividades principais eram o cultivo da cana-de-açúcar e a criação do gado bovino. . O trabalho dos jesuítas foi de extrema importância para o desenvolvimento do Rio de Janeiro. Além das obras de engenharia que realizaram, como a abertura de canais e a construção de diques e pontes para a regularização do Rio Guandu, o escoamento dos produtos da Fazenda Santa Cruz, oriundos do cultivo da cana-de-açúcar e da produção de carne bovina, era feito através da Estrada da Fazenda dos Jesuítas, posteriormente Estrada Real da Fazenda de Santa Cruz, que ia até São Cristóvão e se interligava com outros caminhos e vias fluviais que chegavam até o centro da cidade.
Entre 1760 e 1770, na antiga fazenda do Mendanha, o padre Antonio Couto da Fonseca plantou as primeiras mudas de café que alavancaram o desenvolvimento da cultura cafeeira por todo o Vale do Paraíba, até Minas Gerais. Os povoados, neste período, ficavam restritos às proximidades dos engenhos e fazendas, entre os quais se destacam: Juary, rio da Prata, Cabuçu, Santo Antonio do Juary, Tingui, Campinho, Guandu, Mendanha, Capoeiras, do Pedregoso, Dona Maria, Marcolino da Costa e Sant´Ana.
Como a região era uma área nitidamente rural, os aglomerados humanos formados durante quase três séculos ficaram restritos às proximidades das fazendas e engenhos e às pequenas vilas de pescadores, ao longo da costa. Já no final do século XVIII, a Freguesia de Campo Grande começou a prosperar.
Seu desenvolvimento urbano ocorreu a partir do núcleo formado no entorno da Igreja de Nossa Senhora do Desterro, cuja atração era a oferta de água do poço que existia perto da igreja. Em Campo Grande, a exemplo do que ocorreu em toda a cidade, o abastecimento público de água foi um fator de atração e desenvolvimento. Foi tão importante para a região que se firmou um acordo garantindo a venda, pelo povoado de Campo Grande para o de Santa Cruz, das cachoeiras dos rios do Prata e Mendanha, com a condição de que as águas continuassem a abastecer o bairro.
A partir da segunda metade do século XIX, com a implantação da E. F. Dom Pedro II, foi construída a estação de Campo Grande, inaugurada em 2 de dezembro de 1879, que muito contribuiu para o adensamento do núcleo urbano do bairro, pois facilitava o acesso ao Centro da Cidade.
 
Em 1894, a Cia de Carris Urbanos ganhou a concessão para explorar linha de bondes a tração animal, alcançando localidades mais distantes. Em 1915, foram implantados os bondes elétricos, aumentando a ocupação da área e estimulando um intenso comércio interno.
Com a decadência da cultura do café, a região voltou-se para a citricultura. Dos primeiros anos do século XX até a década de 1940, Campo Grande foi considerada uma grande região produtora de laranjas, o que lhe rendeu o nome de “citrolândia”.
Na década de 1930, durante o governo de Washington Luis, a Estrada Real de Santa Cruz foi incorporada à antiga estrada Rio-São Paulo, integrando Campo Grande ao tecido urbano da Cidade. Logo após a Segunda Grande Guerra, em 1946, a abertura da grande Avenida Brasil, considerada por muitos a maior via urbana em extensão, aproximou ainda mais a região do restante da cidade.
Criada para escoar a produção das indústrias cariocas, a nova via não teve o fluxo esperado, durante a década de 1950. A criação da rodovia Presidente Dutra, ligando o Rio a São Paulo, desviou o fluxo de mercadorias para outra direção e a região ficou estagnada, em termos de adensamento e desenvolvimento industrial.
A partir da década de 1960, surgiram os distritos industriais em Campo Grande e Santa Cruz, resultando na instalação de grandes empresas, como a siderúrgica Cosigua-Gerdau, a fábrica francesa de pneus Michelin e a Valesul, entre outras.
Historicamente, Campo Grande notabilizou-se por ter se desenvolvido de forma independente do resto da cidade. O progressivo crescimento econômico e considerável autonomia urbana indica um potencial para assumir, em breve, a posição de Cidade-Modelo.  
O núcleo original do bairro tornou-se importante centro comercial, com destaque para a rua Cel. Agostinho (Calçadão), próximo à estação ferroviária e ao terminal de ônibus, mas ainda há bolsões agrícolas nas regiões da Serrinha, do Mendanha e do rio da Prata. Merece destaque a Serra do Mendanha, com sua reserva florestal e cachoeiras e o Parque Estadual da Pedra Branca, com trilhas apropriadas ao ecoturismo, que dão acesso ao ponto culminante do Município, o Pico da Pedra Branca, com 1025 metros de altitude.
Campo Grande concentrou o maior número de lançamentos residenciais. O bairro ocupou em 2010 o primeiro lugar em número de lançamentos residenciais no município do Rio de Janeiro - superando os bairros de Jacarepaguá, 2°, e Barra da Tijuca e hoje atrai grandes construtoras cariocas.
 


PRAIA DE PEDRA DE GUARATIBA - CAMPO GRANDE - RIO DE JANEIRO - BRASIL






Possui uma extensão territorial de 944,20 hectares, abrigando 4.380 habitantes (IBGE/2000). O bairro é banhado pelo oceano, bem como pelos canais de acesso à Baía de Sepetiba.
Ao longo da Estrada Roberto Burle Marx podem ser encontrados, ainda hoje, diversos atrativos da flora da Mata Atlântica, grandes bananais, e localidades ainda virgens, a despeito de estarem em pleno município do Rio de Janeiro.
O bairro aguarda o início e a conclusão das obras, já muito anunciadas e debatidas, do Túnel da Grota Funda, que deverá intensificar seu processo de desenvolvimento e urbanização.
Ao longo de sua estrada de acesso, ainda nos dias de hoje encontram-se algumas grandes propriedades remanescentes de um passado rural, já misturadas a novos loteamentos.
Seu nome vem do tupi: “WA’RA” ou “GUARA”, garça, mais o sufixo “Tuba”, sítio: “sitio em que abundam as garças”. O bairro se encontra na faixa entre os grandes manguezais e a Serra Geral de Guaratiba. Na cartografia do século XVII, a área já era chamada de “Barra de Guaratiba”. Em 1640, está denominada, também, como “Barra de Garatuba” na “Carta da Costa”, de João Teixeira, cosmógrafo do Rei.
A área apresenta importantes vestígios arqueológicos, com indícios pré-históricos, de antigo habitante, o “Homem do Sambaqui”. Em documentos de 1590, já se constatava a presença de colonos em partes da região que chamava de “Guarapirangua”. Em Barra de Guaratiba desembarcaram, em 1710, franceses comandados por Duclerc, que marcharam pelo sertão carioca para seu fracassado ataque a cidade do Rio  de Janeiro.
Toda a região fazia part



e da freguesia de Guaratiba, criada em 1755. Uma grande proprietária de terras, a Marquesa Ferreira, casada com Cristóvão Monteiro, tinha uma propriedade naquela praia, segundo documento de 1596.
O Porto Mar de Guaratiba, na barra de mesmo nome, exportava a produção agrícola da Freguesia, com acesso a embarcações de pequeno porte. Na Restinga da Marambaia, as terras de Maria Isabel Breves foram vendidas a uma Companhia de Melhoramentos e negociadas, em 1897, ao Banco da República e à Fazenda Federal, em 1905. Lá, o Exército instalou um polígono de tiro, tornando, toda a restinga, área militar. No sítio Santo Antonio da Bica, o paisagista Roberto Burle Marx localizou o seu viveiro de flores e plantas tropicais, em área estimada de 600.000 m2.
O Bairro tem duas praias: Barra de Guaratiba e a do Canto. Ambas em enseada abrigada pela Ponta do Picão e as encostas do morro de Guaratiba, que tem 355 metros.  Estas praias são muito procuradas por veranistas. O acesso é feito pela antiga estrada da Barra de Guaratiba, atual estrada Roberto Burle Marx. Ao longo dessa via, limitando o extenso manguezal de Guaratiba, encontram-se diversos restaurantes de peixes e frutos do mar. Nas encostas do morro de Guaratiba estão trilhas que dão acesso às praias selvagens voltadas para o Grumari, como dos Búzios, Perigoso, Meio, Funda e do Inferno.

Entre as décadas de 1960 e 1970, ali se refugiavam alguns cariocas ilustres, que avessos às badalações de outros lugares praianos de veraneio, preferiam a tranquilidade das grandes chácaras da Barra de então, tais como Burle Marx, em cuja homenagem fora batizada a estrada, e ainda cujo sítio fora doado por ele próprio, ainda em vida, ao IPHAN, e Antonio Jorge Menezes, cujas propriedades na região foram vendidas ainda nos anos 1970, estando, entretanto, preservado o antigo casarão, que outrora hospedava a cantora Wanderléa - outra fã da paz e do sossego da região - justamente nos tempos da Jovem Guarda.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Jimmy Savile?Um Exemplo Clássico de Abusador da Indústria do Entretenimento Protegido pela Elite? Leia e tire as suas conclusões...

Jimmy Savile: Um Exemplo Clássico de Abusador da Indústria do Entretenimento Protegido pela Elite
Jimmy Savile é considerado um ícone da TV britânica que apresentou shows populares como Jim'll Fix It e Top of the Pops. Suas décadas de presença na cultura pop o fez obter uma quantidade incrível de reconhecimento da "elite", como um Oficial da Ordem do Império Britânico, a Cruz de Mérito da Ordem e Maçom do Borough de Scarborough. Ele também foi nomeado cavaleiro pela própria rainha "para serviços de caridade" e obteve título de cavaleiro papal de João Paulo II, fazendo dele um Cavaleiro Comandante da Ordem de São Gregório o Grande.

Mas agora, mais de um ano após sua morte, a verdade, nojenta e feia, sobre essa figura repugnante está sendo revelada por jornais britânicos: Ele abusava sexualmente de um grande número de crianças e adultos durante sua carreira, aterrorizando, manipulando e os traumatizando, enquanto desfrutava de imunidade total. Agora que o gato está fora da caixa, muitas alegações surpreendentes estão surgindo: Savile aparentemente abusava de meninas nos bastidores de seu programa Top of the Pops, uma de suas vítimas foi uma jovem de apenas nove anos de idade,
foi-lhe dado um quarto em um hospital para criminosos insanos, onde ele abusou de pacientes e suas idas para hospitais infantis e para instituições de caridade foram usadas ​​como uma oportunidade para abusar de crianças doentes.

A pior verdade sobre essa história é que as "tendências" de Savile eram bem conhecidas pela polícia e pela BBC (sua empregadora, que é, por sinal, financiada pelos contribuintes britânicos) há anos, mas nada foi feito para detê-lo. Muito pelo contrário, enquanto Savile agressivamente caçava crianças, a BBC cobriu seus crimes, e a polícia aceitava subornos e o ignorava.
As pessoas costumavam chamá-lo de "Sir" Jimmy Savile porque a rainha
o fez cavaleiro. Enquanto aqueles que o honraram podem agora alegar que
estão "chocados" ao saber sobre as ações de Savile, tenho a sensação de
que toda essa informação era conhecida, visto que ele era parte de
um sistema maior que pratica abuso ritualístico.

Como pode tal homem gozar de tanta imunidade e proteção? E por que ele obtém todos esses impressionantes "títulos"? A resposta é simples, mas terrível: Ele fazia parte do estabelecimento. Ele tinha amigos dentro da elite. Ele fazia parte de sua indústria do entretenimento perversa que está cheia de pedófilos manipuladores, como a si mesmo. Ele era parte dessa camarilha que está acima da lei. Não é surpreendente que todas essas alegações só surgiram depois de sua morte? Não, seus "amigos" o protegeram enquanto ele estava vivo e ele nunca sofreu quaisquer consequências pelos seus atos.

Quantos outros Jimmy Saviles existem na indústria do entretenimento? Pessoas de dentro irão dizer-lhe que ela está literalmente cheia deles. E isso vai muito mais longe do que o abuso nos bastidores de um show. É um sistema organizado completo com escravos de mente controlada, manipuladores treinados e funcionários de alto nível. Aqui está um artigo sobre Jimmy Savile.

A BBC está Abalada por um Enorme Escândalo de Abuso Sexual

O que está acontecendo agora no Reino Unido pode, provavelmente, ser comparado ao escândalo que envolveu Penn State e Jerry Sandusky ainda no começo deste ano. Se, no entanto, ainda maior.

A BBC acaba de anunciar que vai realizar dois inquéritos internos sobre alegações generalizadas de abuso sexual pela falecida estrela de televisão Sir Jimmy Savile.

Savile foi um dos apresentadores mais famosos e de maior longevidade da televisão do Reino Unido, apresentando o show de música semanal "Top of the Pops" por 20 anos, e mais tarde seu próprio show, "Jim'll Fix It", onde ele ajudou as crianças a alcançarem seus sonhos. Ele era conhecido pelo seu trabalho de caridade - um obituário estima que ele tinha levantado mais de £ 40 milhões (US $ 64 milhões) para caridade, e distribuído tanto quanto que 90 por cento de sua própria riqueza.

Savile morreu no ano passado aos 84 anos, depois de quase cinco décadas de fama, mas foi só este mês que as alegações bateram à imprensa que ele abusou sexualmente de crianças e adultos durante o auge de sua fama. A polícia britânica agora diz que eles têm mais de 340 ligações, com 12 acusações oficialmente registradas, e esse número deve crescer.

Algumas das novas alegações são incríveis - que Savile foi dado um quarto em um hospital para criminosos insanos, onde ele abusou de pacientes e que suas viagens a hospitais infantis para instituições de caridade foram usadas ​​como uma oportunidade para abusar de crianças doentes, por exemplo.

Savile tinha sido conhecido pelo seu comportamento extremamente ortodoxo, mas a maioria tinha considerado as acusações de abuso de crianças, simplesmente, como uma "excentricidade" de Savile. A polícia britânica tinha alegadamente investigado Savile várias vezes durante a sua vida, mas nunca encontrou provas suficientes para acusá-lo.

Para a BBC, é um desastre em grande escala.

Por um lado, o escândalo veio à tona neste ano, devido a um documentário exibido no canal de TV rival chamado ITV, que informou que pelo menos 10 mulheres disseram ter sido molestadas por Savile - com alguns dos crimes ocorrendo em edifícios da BBC. Depois falou-se que o programa da BBC de notícias investigativas, Newsnight, estava investigando alegações de abuso por Savile do ano anterior, mas o show foi cancelado, aparentemente devido a não atender aos padrões editoriais da BBC. Muitos acreditam que a associação de Savile com a BBC levou a uma pressão institucional para largar a história, apesar de negações de produtores do show.

Outros relatórios apóiam a idéia de um acobertamento. Um ex-produtor da BBC disse ao jornal britânico The Sun que ele tinha entrado e visto Savile abusar de uma menina que parecia "muito, muito jovem" na década de 1970. Quando ele disse a seus superiores sobre o incidente, ele afirmou que foi descartado. "Todo mundo sabia o que estava acontecendo. Isso inclui pessoas veteranas da BBC - chefes nos níveis mais altos".

O escândalo não está limitado a Savile também, e levou a um olhar mais amplo na cultura sexual da organização nos anos 1960 e 70. John Peel, um DJ de rádio falecido da BBC, que é uma das pessoas mais reverenciadas na história da música britânica, foi postumamente acusado de engravidar uma menina de 14 anos na década de 60. Peel agora está sendo investigado, o jornal The Guardian relata. Se a alegação for verdade, a BBC diz que vai reconsiderar seus planos de nomear um edifício de Peel.

Naturalmente, o fato de que Savile e Peel agora estarem mortos significa que eles não serão capazes de se defenderem em tribunal, ou na imprensa. Para Savile, em particular, o seu legado é destruído. Até mesmo a lápide elaborada por Savile, recentemente colocada em seu túmulo, foi destruída a pedido de sua família. Ele agora está em uma cova sem marcação.

- Fonte:
Business Insider

Aqui há um outro artigo interessante do The Telegraph (em inglês) que você pode querer ler, intitulado de Como Jimmy Savile, mestre manipulador, evitou a exposição como um pedófilo. Enquanto as fontes de mídia estão "demonizando" esse homem, destacando-o como um pervertido velho louco, não devemos nos esquecer de que ele era parte de, e protegido por, um sistema inteiro. Enquanto ele está morto e enterrado, muitos outros ainda permanecem.

Fonte: VC