domingo, 22 de abril de 2012

O ARTE FINALISTA - PATRICK PUELL

 
PATRICK PUELL
O ARTE FINALISTA

OS SIMBOLOS ABAIXO SÃO UNS DOS INÚMEROS TRABALHOS DE ARTE FINALIZAÇÃO DE PUELL:



Bomba de agua sem gastos de energia Uma forma fácil e barata de bombear agua sem gastos de energia elétrica! Um sistema alternativo, conhecido por muitos, batizado de "Carneiro", testado e montado por mim! Deixo aqui mais uma dica simples para todos que queiram de alguma forma criar sistemas alternativos para Uma Nova Visão! Apresento dois carneiros que montei utilizando garrafas PET Detalhes das conexões. Todo o segredo esta na válvula de de poço que e adaptada para essa função! O Carneiro deve ser utilizado com um minino de 1M de declive entre a Fonte de agua e o Carneiro, como mostra a figura abaixo. Na verdade e preciso salientar que esta e uma Bomba de agua Movida a agua!Pois ela se utiliza da pressão da agua que vaza pela válvula de Poço para impulsionar a agua. Temos varias alternativas! Somente depende de Nos!


Bomba de agua sem gastos de energia

Uma forma fácil e barata de bombear agua sem gastos de energia elétrica!
Um sistema alternativo, conhecido por muitos, batizado de "Carneiro", testado e montado por mim!
Deixo aqui mais uma dica simples para todos que queiram de alguma forma criar sistemas alternativos para Uma Nova Visão!

Apresento dois carneiros que montei utilizando garrafas PET


Detalhes das conexões.




Todo o segredo esta na válvula de de poço que e adaptada para essa função!



O Carneiro deve ser utilizado com um minino de 1M de declive entre a Fonte de agua e o Carneiro, como mostra a figura abaixo.

Na verdade e preciso salientar que esta e uma Bomba de agua Movida a agua!Pois ela se utiliza da pressão da agua que vaza pela válvula de Poço para impulsionar a agua.
Temos varias alternativas!
Somente depende de Nos!

A MALDADE HUMANA CONTINUA


Síria: Mulheres Iraquianas refugiadas são obrigadas a trocar sexo por comida

Por Saulo Valley, baseado na reportagem de Dominique Soguel Local: Damasco 17-11-2010.
O mundo veio à baixo quando as tropas americanas chegaram ao Iraque. A devastação obrigou, e tem obrigado ainda, milhares de pessoas a buscarem refúgio em países vizinhos. Pra piorar o sofrimento desta enorme população sem terra, casa e família, nos países onde chegam, são explorados e humilhados.
É o caso da maioria das mulheres Iraquianas na Síria e países vizinhos. Na Síria, por exemplo, as mulheres de refugioados Iraquianos são proibidas de trabalhar, por causa das LEIS LOCAIS. As que perderam os maridos no Iraque, e agora precisam se manter, mas como? Precisam pagar o aluguel, alimentar as crianças… e acabam o dia sentadas, abraçadas aos seus rebentos.
As organizações de Tráfico Internacional de Mulheres já estão lucrando bastante com estas pobres mulheres.
Muitas delas tornaram-se escravas sexuais mundo a fora. Sem falar que por onde passam pedindo ajuda, as pessoas se dispõem imediatamentea ceder comida, desde que elas possam retribuir com o SEXO!
Um problema que os americanos não conseguem resolver! A ajuda humanitária da ONU não custeia o sustento destas pessoas. Cresce dia-após dia a prostituição de menores, a exploração sexual de mulheres Iraquianas e menores.
A saída, para muitas, é casar-se sem amor (Casamento de Prazer ou Mut’a) em troca de ter um sustento para elas e seus filhos.
“O contrato que apoia a união do prazer – em que o sexo é trocado por um mutuamente acordadas dentro do prazo e dote – ignora a lei secular, mas é considerado legítimo no Irã, e conta com o endosso de muitos clérigos xiitas na região.”
“No Iraque, mut’a é considerada halal, mas os homens não aceitam isso por parentes do sexo feminino porque no fundo eles vêem isso como haram, como a prostituição.”
Os proprietários dos imóveis onde vivem, geralmente querem ter a sua parte do pagamento e se não for só com o dinheiro, O SEXO AJUDA…
O desespero leva mulheres a abandonarem seus filhos ou a VENDEREM SUAS FILHAS, que terminam na mãos de exploradores sexuais profissionais!
Míriam -16 anos e é escrava sexual
“A ONU fornece assistência alimentar e financeira aos refugiados iraquianos registrados do sexo feminino, para diminuir o risco de exploração sexual. O organismo destacou em uma entrevista recente que o deslocamento prolongado, aumenta a pressão financeira e coloca as mulheres em risco de prostituição forçada e tráfico.
“Temos meninas abandonadas e vendidas por suas famílias e sujeitas a todo tipo de exploração”, Aseer al-Madaien, um oficial de protecção com o Comissário da ONU para Direitos Humanos, disse ao (WOMENSENEWS).
A agência humanitária não tem estatísticas, mas al-Madaien acha que a situação está piorando. “Nos últimos seis meses, temos visto um aumento nas ameaças relacionadas com a família e os abusos. Mas muitas mulheres não denunciam isso.”
Mulheres em risco e meninas na Síria estão na necessidade de mais centros de acolhimentos e de apoio especializado, disse ela.
A HISTÓRIA DE SAYED AL
Hoje, Sayed al é uma dessas mulheres em total desespero, na Síria. Foi encontrada pela repórter Dominique Soguel, do site e-mulheres. Em entrevista informal, Sayed al disse ter perdido o marido há 4 anos. Hoje ela esta devendo US $ 200 e sem opções. O aluguel que ela deve é superior à ajuda mensal que ela recebe das Nações Unidas.
“Gostaria de trabalhar qualquer coisa para sobreviver”, disse ela ao (WOMENSENEWS). “Um trabalho é mais honroso do que as pessoas estão me dando. Mas toda vez que eu peço um emprego, a resposta é um pedido de sexo. Tenho medo de fazer um único movimento.”
Ela contempla a separação da família. Um de seus filhos tornou-se delirantemente desnutrido e já delira, por sua vez. Dia após dia, a família fica dentro de casa, sem nada para fazer.
“Talvez se eu me ilumine”, ela disse: “O mundo quer ver; há mulheres e crianças iraquianas que vivem na escuridão.”
Por Dominique Soguel com adições do texto de Saulo Valley.
Texto Original em Árabe e em Inglês: http://www.uruknet.info/?p=m71942&hd=&size=1&l=e

Escravas sexuais no Iraque e no Afeganistão: o novo escândalo norte-americano


TERÇA-FEIRA, 20 DE JULHO DE 2010


Escravas sexuais no Iraque e no Afeganistão: o novo escândalo norte-americano


Matéria reproduzida do Instituto Humanitas Unisinus

Uma menina iraquiana de 12 anos é obrigada a se prostituir nos subsolos de Bagdá, enquanto os guardas privados norte-americanos fazem uma coleta de poucos dólares e fazem fila. As moças são recrutadas no Leste Europeu com a promessa de um trabalho como doméstica em Dubai e depois dali são desviadas e segregadas ao coração do Iraque. As garçonetes dos restaurantes chineses de Kabul, por trás das luzes vermelhas, escondem o segredo que todos conhecem.

A reportagem é de Angelo Aquaro, publicada no jornal La Repubblica, 19-07-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O último horror das "guerras gêmeas" que Barack Obama herdou de George W. Bush tem o rosto das mulheres exploradas em nome daquele outro ídolo que divide o altar com o dinheiro: o sexo. Mas oito anos depois do início da guerra contra o terror, o balanço dessa batalha é ainda mais magro: zero a zero. As ordens do presidente eram retumbantes como as proclamações da vitória que não chegava.

É severamente proibido que os contratantes ou funcionários do governo se tornem responsáveis pelo tráfico sexual nas zonas de guerra. Qualquer um que se torne responsável pelo tráfico sexual será suspenso do cargo. Quem for surpreendido em tráfico sexual será denunciado às autoridades. Os resultados? "Não há nenhum processo aberto", diz a ex-detetive do Human Rights Watch, Martina Venderberg. "Enfim, não há vontade de fazer com que se respeite a lei".

A vergonha foi descoberta por uma investigação do Center for Public Integrity, publicada neste domingo pelo Washington Post. E os contratantes da ex-Blackwater acabaram sob acusação: o grupo privado já tristemente famoso pelos massacres de civis no Iraque. A empresa goza de uma fama tão ruim que, para voltar a trabalhar hoje, mudou de marca e se chama Xe Service.

Um ex-guarda conta que não quer revelar o nome por medo de represálias: "Eu mesmo vi guardas mais velhos recolherem dinheiro, enquanto moças iraquianas, dentre as quais meninas de 12 e 13 anos, se prostituíam". O guarda diz também que denunciou tudo ao seu superior, mas que "nenhum procedimento foi tomado: me entristece só de falar nisso".

De fato, quem não se entristece é a porta-voz da ex-Blackwater, Stacy De Luke, que, no Washington Post, nega "com força essas acusações anônimas e sem provas: a política da empresa proíbe o tráfico humano". Claro.

O caso das trabalhadores do leste que pensam em voar para Dubai e acabam no Iraque foi descoberto por uma jornalista freelancer. Aqui, a organização era muito mais acurada. Um verdadeiro tráfico organizado por subcontratantes que trabalham para o Exército e para o Exchange Service da Aeronáutica: nome que deveria indicar o escritório que se ocupa de organizar o serviço de restaurantes, mas que evidentemente também se ocupa de outras coisas. Assim que aterrizam, as pobrezinhas são privadas do passaporte. Há também um preço para o resgate: 1.100 dólares. Uma quantia enorme, visto que se prostituem por poucos dólares.

A fábrica do sexo é ainda mais sólida no Afeganistão. Lá, há quatro anos, uma centena de chinesas foram libertadas em uma série de blitzes que, ao invés do Talibã, atingiram os bordéis. Mas o tráfico continuou. Com a "aquisição" de uma mulher por 20 mil dólares, um empresário do ArmorGroup, a empresa que, até pouco tempo atrás, se ocupava da segurança da embaixada norte-americana em Kabul, se orgulhava de poder organizar um tráfico rentável. A investigação que iniciou rapidamente chegou ao altos níveis do FBI. Mas parou por aqui.

Os federais defendem que não tiveram meios suficientes. Nas zonas de guerra, enfileiraram-se cerca de 40 agentes, mas eles já têm muito a fazer ao se ocupar de fraudes e corrupção. Mas os ativistas dos direitos humanos têm uma outra explicação: a verdade é que as autoridades preferem fechar um olho. Diz Christopher H. Smith, deputado e autor de uma lei antitráfico, para a crônica republicana: como é possível tolerar que essa gente possa explorar as mulheres com o dinheiro que nós pagamos? Eis uma outra herança da qual Obama deverá se ocupar.

Charge: Carlos Latuff

A MALDADE HUMANA É ALGO QUASE QUE INFINITO


04/10/2009

"Ele violou-me desde os 5 ANOS"

Agrediu, ameaçou e escravizou sexualmente as suas duas filhas durante 12 anos. Violou-as pelo menos 3600 vezes. Chama-se Carlos Alberto Oliveira Correia, tem cerca de 50 anos e é já conhecido como o "monstro" de Samora Correia. "Ele violou-me desde os cinco anos e à minha irmã desde os seis. Estou feliz por ter sido preso e condenado", disse ontem, ao 24horas, uma das filhas do pedófilo detido em Junho de 2008. Após anos de sofrimento uma das jovens, actualmente com 18 anos, ganhou coragem e denunciou os abusos de que era alvo a uma vizinha, que, por sua vez, alertou as autoridades locais. 
O pedófilo seria preso por inspectores da Polícia Judiciária e foi condenado, na passada quinta-feira, pelo Tribunal de Benavente, a 22 anos de cadeia. A vítima do "monstro" ouvida pelo 24horas não escondeu o seu alívio. Vestida de branco e com uns olhos verdes luminosos, a filha mais nova do criminoso disse que "foram anos de imenso sofrimento". "Não desejo a nenhuma criança aquilo que passei", desabafou. Durante o julgamento Carlos Correia ainda tentou incriminar a mulher, Cristina Lourenço, de ser sua cúmplice nos actos criminosos que praticou. De acordo com as declarações do agora recluso feitas nas audiências judiciais, a mulher chegou a ir buscar as filhas à escola para que ele pudesse satisfazer os seus desejos sexuais. 
Mas o colectivo de juízes, presidido pela juíza Manuela Pereira, não deu credibilidade a estas acusações por considerar não haver provas em tal sentido. Porém, a mãe das duas jovens admitiu saber que o marido praticava sexo com as filhas. Quando foi detido, Carlos Correia estava desempregado. Já tinha sido calceteiro em Benavente e trabalhador rural em Samora Correia. Ao longo dos 12 anos que abusou das filhas nunca nenhum outro familiar ou vizinho se terá apercebido de nada... "O senhor transformou as filhas em escravas sexuais, destruiu a sua pureza e inocência. Actuou com evidente frieza. Foi uma autêntica monstruosidade que não merece perdão", lê-se no acórdão proferido pelo colectivo do Tribunal de Benavente. 
Assumiu abusos mas negou agressões
Os magistrados consideraram que ficou provado que Carlos Correia violava as filhas desde 1996 até ser preso em 2008. Obrigavaas, segundo o acórdão judicial, a ter relações orais, vaginais e anais. Opedófilo recorria à violência física para obrigar as meninas a fazer aquilo que pretendia. As jovens, segundo o acórdão, choravam e pediam para o pai parar, mas Carlos Correia persistia nos abusos. 
Apesar de ter confessado os crimes, o pedófilo não admitiu ao colectivo de juízes que os actos fossem forçados e negou qualquer tipo de agressões físicas às meninas, facto por elas desmentidas em tribunal. Ainda de acordo com o acórdão, Carlos Oliveira terá começado a abusar das suas filhas numa quinta de Benavente onde ele e a mulher trabalhavam como caseiros. Já em 2000 acabaram por se mudar para o Bairro Arneiro dos Corvos, em Samora Correia, e os abusos terão então começado a ser mais frequentes. O abusador, de acordo com o jornal regional "O Mirante", não trabalhava e a mulher fazia serviços domésticos para ganhar sustento para a família. Alguns vizinhos contactados ontem pelo 24horas garantem que nunca se aperceberam do drama que se vivia à porta das suas casas. 
Carlos Correia foi detido logo após a leitura da sentença e levado para o Estabelecimento Prisional do Montijo. Devido ao facto de algumas testemunhas terem dito em tribunal que o recluso passava a vida em bares da localidade onde residia e estar muitas vezes "bêbado", o colectivo determinou também que ele receba tratamento contra o alcoolismo numa unidade hospitalar do Barreiro. As filhas do pedófilo estão a ser apoiadas pelos serviços da Segurança Social, quer em termos psicológicos quer em termos de integração na sociedade. Ambas têm alguns problemas em termos cognitivos. 
Frequentavam a Escola Professor João Fernandes Pratas, pertencente ao Agrupamento Escolar de Samora Correia, mas agora estão a trabalhar. Contactada a responsável por este grupo de estabelecimentos escolares a resposta foi lacónica: "Trata-se de um caso que se encontra em segredo e que só as autoridades podem explicar", limitou-se a dizer Gabriela Santos. O mesmo se passou com os responsáveis pelas instituições onde as duas jovens se encontram actualmente a trabalhar sob a supervisão da Segurança Social. A mãe das meninas optou pelo silêncio. O bairro onde as vítimas vivem é considerado pelas autoridades como um dos mais problemáticos da região em termos de violência doméstica e também de criminalidade.


JESUS CRISTO ESTÁ VOLTANDO!

PROFETA GENTILEZA


O LIVRO URBANO DE GENTILEZA


O profeta Gentileza perambulou pelas ruas do Rio de Janeiro por 35 anos. Ficou conhecido por suas mensagens e deixou sua marca em 56 pilastras do Viaduto do Caju, num grande livro urbano que clama por paz, amor, e é claro, gentileza.
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Barba longa, estandarte e túnica branca: ele era paulista, mas foi nas ruas do Rio de Janeiro que José Datrino virou figura conhecida. Até os anos 1960 era gente comum, trabalhador, casado e pai de cinco filhos. Mas a história do Gran Circus Norte Americano o impulsionaria a virar profeta, pregador e por que não dizer, artista.
Em dezembro de 1961, o Gran Circus chegava na cidade de Niterói, prometendo apresentações memoráveis. Era uma sensação: crianças ou adultos, todo mundo queria ver o circo. Mas antes de completar seus dez espetáculos suas lonas de nylon coloridas arderam em chamas, num incêndio criminoso. Contabilizaram mais de 500 mortos, já que muitos feridos não resistiram no hospital. A notícia ganhou as páginas de todos os jornais brasileiros, e o episódio ficou conhecido como a maior tragédia circense do mundo.
Cartaz do Gran Circus Norte Americano. Dezembro, 1961.
Alguns dias depois do ocorrido, José Datrino teve uma visão, abandonou tudo o que tinha e se encaminhou para o local do incêndio. Começaria aí a dedicar a vida à pregar bondade, respeito e agradecimento: nascia o Profeta Gentileza.
Sobre as cinzas do circo fez um jardim de flores e hortaliças, e permaneceu trabalhando no que ficou conhecido como “Paraíso Gentileza” por quatro anos. Durante esse tempo, Gentileza levou consolo aos familiares dos mortos e a quem por ali passava, cultuando e disseminando palavras como Gentileza e Agradecido, em contraposição à Favor e Obrigado.
A partir da década de 1970 era visto pelas ruas e grandes avenidas, nas barcas que ligam o Rio de Janeiro à cidade de Niterói, nas praças, nos ônibus e trens, pregando suas mensagens. Ele era inconfundível: virou lenda viva urbana. Alguns dizem que o profeta era um anjo na Terra, já outros que pregava gentileza, mas era desbocado e agressivo com os transeuntes.
Apesar de muito conhecido em terras cariocas, Gentileza também peregrinou o país. Arrastava multidões, arrancava reações variadas do público e virava notícia de jornal.

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Muita gente o achava louco. Aliás, se chamado de maluco, respondia prontamente: “Sou maluco pra te amar e louco pra te salvar”. “Pinel” ou não, o fato é que o Profeta Gentileza deixou um verdadeiro “livro urbano”: os murais do Viaduto do Caju. Com caligrafia peculiar, começaram a ser pintados na década de 1980, em 56 “pilastras - páginas”. Dos viadutos cinzas em concreto, surgiram sua arte, sua obra, sua marca: seus inscritos verde-amarelos. Os murais retratam sua visão de mundo, suas críticas à sociedade e ao capitalismo (segundo ele, “capeta-lismo”) e sua proposta de ser: gentil.
“Concluída a obra, o alcance da sua inscrição territorial sobre a cidade, torna-se impressionante. Como slides diurnos, seus escritos passam a constituir a maior manifestação de arte mural pública de caráter espontâneo no Rio de Janeiro. Sua nova atitude - de escriba da cidade - reaviva sua figura lendária e mitológica.” (Leonardo Guelman em “Brasil Tempo de Gentileza”)

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Gentileza morreu em 1996, e depois disso seus murais foram intensamente modificados: pichados, cobertos parcialmente de tinta, desbotados. A cantora e compositora Marisa Monte gravou uma música em homenagem à Gentileza, onde fala da decadência das pinturas do profeta:

Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
A palavra no muro
Ficou coberta de tinta 
(Marisa Monte)
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Havia então um apelo pela recuperação de suas obras. E não só de artistas como Marisa Monte, mas Gentileza também virou objeto de estudos universitários. Sob orientação de Leonardo Guelman, sua história e percurso foram resgatados, e os murais estudados e restaurados, com ajuda da prefeitura do Rio de Janeiro, que por sua vez o tombou como Patrimônio Cultural. Nasceu aí o Projeto Rio com Gentileza.

Este movimento deu grande projeção às mensagens de Gentileza na mídia. “Gentileza gera Gentileza”, frase-chave do profeta, começou a estampar produtos, virou febre, moda. Pobre profeta, não teria gostado... para sua intervenção na cidade ser reavivada e sua mensagem amplamente disseminada, virou ele próprio um produto, em mais uma contradição do tal “Capeta-lismo”.