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sexta-feira, 8 de abril de 2011

A Tecnologia Maia

Penísula de Yucatán, berço geográfico da civilização Maia.

Quando alguém se refere ao termo “idade da pedra” certamente é para se referir que algo é antigo, arcaico ou ultrapassado. Geralmente é usado como uma expressão pejorativa e de cunho negativo, pois bem, esqueçam esse lado, vamos pensar agora de outra forma... Prestem atenção: se observarmos a história de uma civilização como os Maias, essa perspectiva com toda certeza toma outro rumo!
Convido vocês para abandonar uma perspectiva etnocêntrica e apreciar aspectos amplamente ricos da cultura e da tecnologia Maia, que, diga-se de passagem: é um exemplo de “civilização da pedra” por excelência!
Um aspecto surpreendente das grandes estruturas maias é a ausência de muitas das tecnologias ditas avançadas que poderiam parecer necessárias a tais construções, mas não foram... Não para os povos Maias! O fato é que não há evidências do uso de ferramentas de metal, polias ou veículos com rodas.
A construção Maia contou com muita força humana, e com abundância de materiais facilmente disponíveis para eles: Pedras, muitas pedras!
E com as pedras os Maias ergueram fantásticas estruturas arquitetônicas e artefatos riquíssimos. Mas para entender essa tecnologia lítica precisa-se saber que existem pedras de várias consistências, ou melhor, vários graus de dureza. A escala de dureza de Mohs, que vai de 1 a 10, cada pedra possui um determinado grau de dureza, sendo que a pedra mais dura sempre será capaz de riscar a pedra mais mole, ex: um diamante cujo grau de dureza é 10 riscará facilmente uma ametista cujo grau de dureza é 7. Entre os Maias esse conhecimento era bastante útil para a implementação de seu aparato tecnológico.
As pedras mais usadas entre os Maias eram a obsidiana, o jade, o sílex, entre outras.

Artefatos feitos de obsidiana, que serviam de ferramentas e armas:


Máscara mortuária de jade:

A obsidiana, por exemplo, era bastante usada na manufatura de ferramentas pelo seu grau de dureza em relação a outras pedras (como o calcário). Com ferramentas de obsidianas os maias esculpiam, modelavam e cortavam seus artefatos e suas peças arquitetônicas.
Observando as estruturas arquitetônicas Templos, Pirâmides, Observatórios Astronômicos, Plataformas Cerimoniais, Palácios e os Artefatos Maias... Percebe-se o alto grau tecnológico lítico dessa civilização...Vamos a alguns exemplos!!!



O Maravilhoso Templo de Kukucán, em Chichén Itzá:
O Templo das Inscrições, em Palenque:O Observatório, em Chichén Itzá:Detalhe de um relevo esculpido no calcário:
Por tudo isso e muitos mais (pois a cada escavação arqueológica descobre-se mais e mais), essa grande civilização é uma fonte de pesquisa bastante rica!

Não só como acúmulo de informações e conhecimentos mas como forma de descentralizar a própria história, sair muito das grandes civilizações européias e voltar nosso olhar para outros "mundos" outras culturas tão ricas quanto estas últimas!

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