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quinta-feira, 24 de março de 2011

Mestre Hélio Gracie e o Braziliam Jiu-Jítsu


A família Gracie chegou ao Brasil em 1870 pela pessoa de James Gracie, escocês que se estabeleceu como banqueiro na cidade do Rio de Janeiro.Gastão Gracie um dos filhos de James Gracie retornara de seus estudos na Europa (Alemanha), e ingressou no corpo diplomático brasileiro, designado para um consulado na América Central embarcou em um Navio rumo ao seu destino. O navio fez uma escala em Belém do Pará e Gastão Gracie foi visitar a cidade, entrou em um baile e encontrou Cislane Pessoa, jovem da sociedade local que lhe pareceu bem mais interessante que os negócios do Estado.
Gastão não voltaria nunca mais ao navio ou a diplomacia.  A História começava a escrever o destino do homem que viria imortalizar uma arte de nome JIU-JITSU e dar vida a um esporte de nome Vale-Tudo que mais tarde passaria a se chamar também MMA ( Mixed Martial Artes) que se tornaria 80 anos depois em um negocio bilionário e de muito sucesso.
A história abaixo conta a vocês como tudo isso foi possível, como um adolescente frágil e fraco que fora proibido pelos médicos da pratica do esporte se tornou o percussor desse fenômeno que è hoje o JIU-JITSU e o VALE TUDO
Gastão apaixonado pela bela jovem Cearense Cislane Pessoa casou-se com ela e, estabeleceu-se em Belém como importador de minério.Gastão teve cinco filhos, Carlos, Oswaldo, Gastão Filho, George e Hélio.
Em 1922 Mitsuyo Maeda, mais conhecido como Conde Kooma, foi enviado ao Brasil em missão diplomática com o objetivo de receber imigrantes japoneses e fixá-los no Brasil. Ele preferiu fixar residência em Belém do Pará, por se tratar do porto mais próximo de viagens procedentes do Pacífico.
Conde Kooma era campeão mundial de judô e excelente lutador de Jiu-Jítsu, ao chegar ao Brasil, possuía graduação faixa preto sexto Dan. Kooma pesava 75kg e tinha 1.60m de altura. Mestre Koma aceitou desafios de qualquer modalidade, vencendo um a um com muita facilidade. Como não tinha boa profissão começou a ensinar Jiu-Jítsu a pedidos de amigos.
Conde Kooma passou a ser amigo de Gastão Gracie, que o ajudava sempre. Conde Kooma acompanhou a preocupação de Gastão com a turbulência dos filhos sempre metidos em brigas de ruas, principalmente Carlos,então com dezesseis anos e uma inesgotável capacidade de se meter e provocar confusões. Então Kooma observando o garoto, viu nele um potencial de campeão e passou a lhe ensinar o Jiu-Jítsu.
“Revista Faixa Preta: Como o jiu-jítsu foi introduzido no Brasil?
Hélio Gracie: Meu irmão Carlos, no Pará, foi aluno do japonês Conde Kooma, amigo do meu pai que era uma pessoa influente e, por sua vez ajudava o japonês, que por gratificação dava aulas de jiu-jítsu para meu irmão. Depois que meu avô morreu e minha família veio para o Rio. Foi assim, que o Carlos começou a dar aulas na Rua Marquês de Abrantes, onde foi à primeira academia, em 1925.
Entrevista com Hélio Gracie realizada pela revista Faixa preta em agosto de 2006)
O Jiu-Jítsu começa crescer no Brasil e a historia continua a escrever o destino do grande mestre Helio Gracie
Em 1925 a família Gracie muda-se para o Rio de janeiro, então com 28 anos Carlos Gracie abre sua primeira academia de Jiu-Jítsu no Brasil, no bairro do Flamengo. Carlos Gracie desenvolveu um esquema de marketing brilhante para atrair a atenção à sua academia. Ele lançou o que era conhecido como o “Gracie Challenge”.
Como ele dizia, “tenho que fazer algo para chocar as pessoas”.
Ele lançou o “Gracie Challenge” através de um anuncio nos principais jornais do Rio de Janeiro. Este anuncio trazia uma foto de Carlos Gracie, informações de sua academia, e dizia: “se você quer um braço quebrado contate Carlos Gracie neste número”, desafiando a outros lutadores. Estes desafios serviam para os Gracies promovessem sua luta, mostrando que podiam derrotar a qualquer adversário, não importando a arte-marcial que praticasse, em combates conhecidos como Vale-Tudo. Assim Carlos Gracie, seguido de seu irmão Hélio, mesmo sem saber, estava resgatando o Mixed Martial Arts, trazendo-o de volta ao cenário das lutas e combates no mundo ocidental. Estes combates de Vale-Tudo assemelhavam-se as lutas de Pankration da Grécia antiga, e além dos Gracies, participaram destes combates representantes de várias escolas de karate, boxeadores profissionais, Campeões de capoeira, e vários outros que tentavam provar que eram melhores do que os Gracies.
Texto retirado do site
www.danielgracie.com
Hélio devido a sua enfermidade (ele sofria desmaios frequentemente), porem ficava dias inteiros apreciando o irmão. Acabou por aprender sozinho os movimentos de combate, simulando e praticando contra arvores e objetos.Até que um dia Carlos se atrasou e Hélio acabou dando a aula em seu lugar. Os alunos gostaram tanto que alguns pediram a Carlos que se possível passassem a ter aulas somente com Hélio. Hélio Gracie então virou professor.
“RFP: O senhor se considera um bom observador?
HG: Bom, isso eu sempre fui. Tudo o que eu aprendi na vida eu aprendi observando. Por isso eu não dou aula para ninguém com alguém assistindo, porque eu acredito mais em que vê do que em quem faz. De maneira que, confiando nisso, eu passei a fazer a coisa com perfeição. E fui descobrindo as alavancas que todos nós temos. A necessidade que fez isso. Quer dizer, eu não fiz por inteligência e nem genialidade. Os japoneses acham que sou um gênio. Mas não sou nada, sou até burro em certas horas.
(Entrevista com Hélio Gracie realizada pela revista Faixa preta em agosto de 2006.)
Depois da morte de Conde Koma Carlos então passou a ensinar a arte do Jiu-Jítsu a seus outros irmãos, como forma de homenagear seu mestre e também para que o Jiu-Jítsu não morresse. Carlos desenvolveu novas técnicas sem fugir dos fundamentos da luta que aprendera com mestre Conde Koma. Carlos ensinou a Hélio Gracie toda sua técnica. Porém Hélio Gracie è considerado o criador do Gracie Jiu-Jítsu.
A historia cumpre sua parte e o destino encarregava de levar ao sucesso o homem que nasceu predestinado para ser o precursor da nobre arte suave e o Vale tudo:
Devido ao seu físico franzino, Hélio precisou desenvolver uma técnica própria baseada em alavancas e movimentos sutis, Hélio nunca se cansava, ele era incansável, não se cansava por usar a força e sim por usar a técnica transformando o Jiu-Jítsu em mais agressivo e letal.
Começava então os desafios, Hélio transformara em um lutador imbatível, com apenas 60 kg começava a fazer historia. Porém o vale tudo começou com seu irmão George Gracie ao derrotar o mais forte homem do Rio de Janeiro, Tico Soledade, campeão absoluto de levantamento de peso e queda de braço, além de ser conhecido por sua valentia e violência. Mestre Carlos Gracie passou então a ser “manager” dos irmãos, era ele quem dizia com quem Hélio deveria ou não lutar.
“Com extraordinário Talento e persistente, para compensar os seus franzinos 60 quilos, Hélio Gracie aperfeiçoou a técnica a ponto de torná-la praticamente imbatível, dando origem no que hoje é mundialmente conhecida com jiu-jítsu brasileiro.
Aos 16 anos, na sua primeira luta em público, venceu em 30 segundos o então campeão brasileiro de boxe, Antônio Portugal.
Com 18 anos, derrotou o vice-campeão mundial de vale-tudo, Fred Ebert. Venceu em quatro minutos, o campeão de capoeira Caribé, que desafiara através da imprensa. Enfrentou e venceu, sem descanso entre as lutas, doze fuzileiros navais escolhidos entre os mais fortes de toda a corporação. O mais leve pesava 90 quilos. O japonês Massagoishi, campeão de sumô, que tinha o dobro do tamanho de Hélio Gracie, foi por ele derrotado em menos de cinco minutos. “
Texto retirado do projeto de resolução de autoria do deputado José Amorim que concedeu a medalha Tiradentes a Hélio Gracie ”
Helio Gracie começou derrotando Antonio Portugal e Takashi Namiki com apenas 17 anos Hélio já ganhava destaque com suas vitorias, foi na luta contra o americano Fred Albert que pesava 98 kg,vice campeão mundial de Luta – Livre e que tinha empatado com Jimmy London,um dos mais famosos lutadores dos USA em vale-tudo.A luta foi no estádio de são Cristovão e sem regras.A luta foi interrompida pela polícia,porém Helio venceu embora o oponente não tivesse caído e nem desistido.Os jornais da época(o Globo,A Noite e Anoticia)chegaram a dar a primeira página para Hélio Gracie.

Corram que a polícia vem aí!!! Hélio Gracie  VS  Fred Ebert

“Após lutar contra Antonio Portugal e Takashi Namiki, Hélio Gracie enfrentou o gigante Fred Ebert, que tinha no seu currículo mais de 600 lutas e um empate contra o campeão mundial de luta – livre Jim London. Hélio tinha apenas 60 Kg e ainda por cima lutou com um enorme furúnculo no pescoço. Após 1 hora e 50 minutos de luta a polícia apareceu no ginásio e interrompeu a luta. “Havia uma lei que proibia que qualquer espetáculo público continuasse sendo realizado após as 2 horas da manhã” Hélio levava vantagem na luta e arrancava aplausos do público a cada soco que desferia no rosto do americano que pesava 38 kg a mais que Hélio. O saldo foi bem negativo para Fred Ebert, que precisou ir direto para o hospital após a luta”
(Agradecimento especial à Revista Gracie Magazine)
“Texto retirado do site do Magapi(
www.magatown.br)
Com tanta divulgação Hélio Gracie já era reconhecido e saudado nas ruas, Hélio se tornara então no maior mestre de Jiu-Jítsu. Apesar disso tudo, havia ainda os que duvidavam da eficácia do Gracie Jiu-Jítsu, sendo até acusados em público de farsantes, alegando que suas lutas eram todas armadas. Em uma ocasião Hélio chegou a quebrar os braços e algumas costelas do acusador, acabou que foi preso por isso, sendo logo solto por indulto do então presidente Getúlio Vargas.
Enquanto o desafio dos Gracies aos outros lutadores se espalhava pelo Rio, o público prestigiava cada vez mais estes combates. Como conseqüência começou a ser realizados em grandes estádios de futebol, onde multidões eram cada vez mais atraídas para assistir a estas lutas. Uma das primeiras destas lutas foi o desfio entre Hélio Gracie e o campeão Brasileiro Peso Leve de Boxe Antônio Portugal. Apesar de mais novo, menor e muito mais leve, Hélio venceu o combate em menos de 30 segundos, elevando-se ao status de herói nacional.
Texto retirado do site
www.danielgracie.com
Hélio Gracie já famoso continuava a fazer desafios e colecionar vitorias entre os anos 30 E anos 40 Hélio derrotou todos os adversários que surgiram em sua frente, especialmente mestre de outras lutas, acabando assim causando certo prejuízo social dentro do esporte, pois Hélio falava mal das outras lutas, dizendo que só o Jiu-Jítsu prestava.
“RFP: Como foram os desafios que o senhor fez para provar a eficiência do jiu-jítsu?
HG: Eu sempre tive o temperamento belicoso. O que acontece é o seguinte: eu via um cara famoso e desafiava. Eu queria pagar para ver, compreende? Eu queria saber se era ou não era. Eu desafiava o sujeito não, necessariamente, por estar contra ele e sim para me testar.”
(Entrevista com Hélio Gracie realizada pela revista Faixa preta em agosto de 2006.)
A academia dos Gracies comandada pelo mestre Carlos Gracie e como professor Hélio Gracie, no futuro os instrutores Carlson Gracie, João Alberto Barreto, Robson Gracie, Armando Vriedt e Helio Vigio também dariam aulas. A sede ficava na Avenida Rio Branca. tinha uma organização impecável e em mia,dois mil alunos.
O que chamava a atenção era o fato de haverem muitas aulas particulares e também de o aluno ao pagar a mensalidade ter direito ao Kimono que lhe era entregue no ato da matrícula,sendo lavado e entregue em todas as aulas num cesto,pelo roupeiro,mediante ao seu cartão de identificação,sem o qual o aluno não poderia frequentar as aulas,inclusive ajudando no controle de pagamentos das mensalidades.Isso mostra o quanto eles levavam a sério o negócio.
E para não se confundir com o judô,não havia graduações de faixa. O aluno era faixa branca, o instrutor faixa azul escuro, e o mestre, azul clara. A infraestrutura era tão boa que ainda havia um segundo andar com fisioterapia e enfermaria para tratar eventuais contusões. Varias personalidades como o então futuro governador do Rio de Janeiro, Carlos Lacerda e o presidente João Batista Figueiredo foram alunos da academia Gracie.
Hélio Gracie seguia sua rotina de vitorias e desafios, famoso e já um ídolo, era sempre reconhecido nas ruas. Os Vale-Tudo que participava eram muito violentos, não havia tempo nem interrupções das lutas.Elas só terminavam com a desistência de um dos lutadores,ou seja o esporte existia mais ainda não havia regras claras,nem organização,eram verdadeiras maratonas com duração de até quase 4 horas!!!.
Quanto mais o Jiu-Jítsu se elevava na mídia, mais surgiam indivíduos de outras modalidades de lutas querendo desbancar o Gracie Jiu-Jítsu. Além de Hélio grande campeão e manchete de todos os grandes jornais da época,alguns de seus alunos também participaram e venceram alguns vale-tudo.Geralmente as lutas de seus alunos eram preliminares as do Hélio Gracie.Apareceram muito lutadores com a pretensão de desbancar Hélio,alvo preferido dos desafiantes.
“RFP: Como era naquela época a divulgação da imprensa em cima do Hélio Gracie?
HG: Eu fui o homem mais famoso que esse país já produziu. Nunca houve, no Brasil, alguém que tivesse a minha projeção. Eu fui a pessoa que mais saiu na primeira página do jornal O Globo em um retrato inteiro. Nunca alguém havia conseguido isso. Para comprovar o que estou falando, é só verificar no museu que meu filho criou, em Los Angeles, nos Estados Unidos.”
(Entrevista com Hélio Gracie realizada pela revista Faixa preta em agosto de 2006.)
Começaram então a aparecer lutadores japoneses e todos apanhavam.Um jornal de São Paulo o “ Nippakshimbu” destacava tudo, e todas as colônias japonesas no Brasil exigiam que o Japão mandasse o melhor para acabar com a hegemonia de Hélio Gracie e do Gracie Jiu-Jítsu.Então em 1951 o mestre Kimura, penta campeão do mundo e japonês de judô,também faixa preta sétimo dan,acompanhado do vice-campeão Kato,quinto dan.Kimura quando viu Hélio disse que não lutaria com ele por achá-lo muito fraco.Então colocou Kato para desafiar Hélio Gracie.
Kato e Hélio lutaram no Maracanã, no inicio de setembro de 1951.A luta terminou empatada.Hélio lutou com uma costela quebrada devido a um acidente.No final do mês de setembro, Hélio tornou a enfrentar kato,desta vez no Pacaembu em São Paulo. Helio venceu a luta por estrangulamento logo no segundo round,sendo kato apagado por este golpe.

Por Emanuel Hehn da Silveira emanoel.silveira@hotmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. / manosilveirad6@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. http://guerreirosdaluzmaior.wordpress.com/

FONTE: http://www.oarquivo.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=2196:mestre-helio-gracie-e-o-braziliam-jiu-jitsu&catid=88:colaboradores&Itemid=446

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